Peixes aparecem mortos em rio de SC e Defesa Civil investiga duas causas
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Diversos peixes foram encontrados sem vida no rio Imaruí, localizado em Palhoça, Santa Catarina. Autoridades e órgãos ambientais estão investigando as possíveis causas desse incidente, que tem gerado preocupação entre os moradores da região.
No dia 23 de agosto, os moradores ficaram chocados ao avistarem uma grande quantidade de peixes mortos cobrindo parte do rio Imaruí, próximo à avenida Rio Grande, no centro da cidade. As autoridades foram prontamente acionadas para lidar com a situação.
Além da presença de uma extensa faixa branca formada pelos peixes sem vida, o odor desagradável também tem causado transtornos à população local. Diante da situação, a Prefeitura de Palhoça iniciou o monitoramento da área através da equipe técnica da Fundação Cambirela do Meio Ambiente, que realizou uma inspeção no local e deu início às investigações.
Em comunicado oficial, a prefeitura informou que acionou a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), a Polícia Científica e o Instituto do Meio Ambiente do estado para colaborarem na identificação da origem e das circunstâncias do ocorrido.
A prefeitura também assegurou que, até o momento, a decomposição dos peixes não representa risco à saúde da população local. “A Prefeitura de Palhoça continua monitorando a situação e tomando as medidas necessárias para minimizar os impactos ambientais e os transtornos à comunidade”, afirmou o comunicado.
DUAS POSSÍVEIS CAUSAS
A Defesa Civil do município considera, por enquanto, duas hipóteses. A primeira envolve a possibilidade de contaminação do rio, como resultado do descarte irregular de substâncias poluentes que podem ter comprometido a qualidade da água e afetado os peixes.
A segunda hipótese é a ocorrência de choque osmótico. Esse fenômeno ocorre quando peixes de água salgada, como as manjubinhas, são expostos à água doce e não conseguem suportar a alteração brusca na salinidade, conforme relatado pela Defesa Civil ao Balanço Geral Florianópolis.
Uma moradora que reside nas proximidades do local mencionou em entrevista ao programa da Record que essa é a primeira vez, em aproximadamente 60 anos, que presencia uma situação dessa magnitude. Ela descreveu a intensa presença de peixes mortos e o odor tão forte que foi necessário manter a residência fechada. “O rio estava completamente coberto por peixes mortos”, disse.
Amostras da água foram coletadas e encaminhadas para análise laboratorial. O caso segue sob investigação, e a causa oficial deverá ser divulgada nos próximos dias.
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