Peixes são mortos com estilingue no interior de SP; prática é proibida e causa fraturas e hemorragias
Peixes são abatidos com estilingue em Águas da Prata, SP
Divulgação
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cesteb) confirmou que a morte de peixes no Lago Vilela, em Águas da Prata (SP), está relacionada à prática de pesca ilegal com estilingue. A constatação foi feita após inspeção solicitada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Moradores e pescadores locais já haviam denunciado essa prática, que foi corroborada pelos técnicos. O uso desse método, além de ser proibido, resulta em sérios danos aos animais.
Como ocorre a pesca com estilingue
Diferentemente da pesca com anzol, que em certos casos permite a devolução do peixe com chances de sobrevivência, o estilingue lança projéteis — como pedras ou esferas metálicas — causando ferimentos graves, fraturas, órgãos perfurados e hemorragias internas.
Na maioria das vezes, os peixes atingidos conseguem escapar, porém sofrem agonia e morrem posteriormente.
Impactos ambientais
Peixes mortos com estilingue em Águas da Prata, SP
Divulgação
Essa prática é considerada um crime ambiental. A Lei nº 9.605/1998 proíbe métodos de captura que envolvam crueldade ou causem sofrimento desnecessário à fauna.
De acordo com especialistas, o uso de estilingue na pesca não é seletivo e pode atingir espécies protegidas ou em período de defeso, prejudicando o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Além disso, representa um risco à segurança das pessoas que frequentam a região.
A prefeitura informou que intensificará a fiscalização no Lago Vilela e fornecerá orientações à população sobre os impactos dessa prática ilegal.


/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/m/L/TBQ69nTji4xM9hT7EjkA/ortiz2.jpg)
