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Petróleo fecha perto da estabilidade, mas tem alta de 5% na semana com tensão EUA-Irã

Petróleo fecha perto da estabilidade, mas tem alta de 5% na semana com tensão EUA-Irã

Petróleo fecha perto da estabilidade, mas tem alta de 5% na semana com tensão EUA-Irã

O mercado petrolífero encerrou a semana com alta de 5%, mesmo fechando próximo da estabilidade nesta sexta-feira (20/2), em meio à crescente tensão entre Estados Unidos e Irã. Há indicativos de que os EUA estejam se preparando para ações contra o Irã devido ao impasse nas negociações sobre o programa nuclear do país persa.

Nesta sexta, os investidores também acompanharam uma série de dados econômicos nos EUA e a decisão da Suprema Corte norte-americana de derrubar certas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.

  • O petróleo WTI para abril fechou em alta de 0,12% (US$ 0,08), a US$ 66,48, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex);
  • O Brent para maio teve um avanço de 0,04% (US$ 0,03), atingindo US$ 71,30 o barril, transacionado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Na semana, tanto o WTI quanto o Brent registraram ganhos de 5,71% e 5,24%, respectivamente.

Os preços do petróleo subiram impulsionados pelas crescentes expectativas de um possível ataque dos EUA contra Teerã. Embora não tenham anunciado oficialmente uma ofensiva, as declarações da Casa Branca e do Pentágono sugerem que o país está se preparando para agir rapidamente.

Questionado pelos repórteres nesta sexta sobre a possibilidade de um ataque para pressionar o Irã a fechar um acordo, Trump respondeu: “acho que posso dizer que estou considerando isso”.

Segundo fontes do Wall Street Journal, o eventual ataque inicial, que poderia ocorrer em breve, teria como alvo algumas instalações militares ou governamentais.

De acordo com a Capital Economics, os preços da commodity foram fortemente influenciados por turbulências geopolíticas ao longo da semana, à medida que as tensões entre EUA e Irã se intensificaram mais uma vez.

A consultoria estima que o prêmio de risco esteja entre US$ 7 e US$ 10 por barril, acrescentando que interrupções significativas na oferta, superiores à “Guerra de 12 dias”, poderiam elevar consideravelmente os preços do petróleo, chegando próximo a US$ 100 o barril.

Nesta sexta-feira, os dados americanos sobre inflação, Produto Interno Bruto (PIB), índices de gerentes de compras (PMIs), sentimento econômico e mercado imobiliário apresentaram leituras divergentes, mantendo o mercado petrolífero volátil ao longo do dia, juntamente com a decisão da Suprema Corte.

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