Polícia confirma morte de jovem que sumiu após réveillon, mas corpo segue desaparecido
Polícia confirma falecimento de jovem desaparecida após réveillon, mas corpo segue não encontrado
Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, sumiu em Guarujá, SP.
Três homens e uma mulher, cujas identidades não foram reveladas, foram detidos pela Polícia sob a suspeita de envolvimento no desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, depois do réveillon em Guarujá, no litoral de São Paulo. Autoridades policiais confirmaram o óbito da jovem, apesar de seu corpo ainda não ter sido localizado. Há indícios de que ela tenha sido vítima de execução após ser julgada pelo chamado ‘tribunal do crime’.
O último contato de Maria Eduarda com sua mãe ocorreu em 2 de janeiro. Na ocasião, a balconista Claudieli Natali Cordeiro, de 34 anos, relatou ao g1 ter sido informada pelo namorado da filha que a jovem havia sido sequestrada sob a acusação de fazer parte do Comando Vermelho (CV).
Ainda de acordo com a mãe, Maria Eduarda mudou-se de Curitiba (PR) para Guarujá com seu namorado cerca de três meses antes de desaparecer. Claudieli acrescentou que a filha tinha antecedentes por tráfico de drogas quando ainda era adolescente, porém ressaltou que, até onde ela sabia, a jovem estava trabalhando na praia e não tinha mais envolvimento com atividades criminosas.
O delegado Thiago Nemi Bonametti, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos e encarregado pelas investigações, informou ao g1 que o modo de operação, os registros do celular da vítima e os relatos de testemunhas confirmaram a morte de Maria Eduarda.
Ele afirmou que as investigações seguem em andamento para localizar o corpo e identificar os demais envolvidos no crime.
Policiais civis da 3ª Delegacia de Homicídios, com auxílio do Grupo de Operações Especiais (GOE), cumpriram mandados de prisão temporária contra três homens, de 19, 24 e 28 anos, e uma mulher, de 21. Eles estão sendo investigados por organização criminosa e homicídio qualificado ocorrido após o “tribunal do crime”.
Segundo informações divulgadas pela corporação, as investigações apontaram que a vítima foi sequestrada e morta por membros do crime organizado local, com a ajuda de um motorista de aplicativo e de um casal.
Um homem e uma mulher foram até a residência da vítima para descartar seus pertences. De acordo com a Polícia Civil, essa ação dificultaria o desenrolar e esclarecimento do caso.
Um membro da facção criminosa envolvido na execução de Maria Eduarda.
Um motorista de aplicativo transportou os envolvidos no crime até o Estado do Paraná. O delegado está investigando o motivo da viagem.
O último contato da mãe com a filha ocorreu por volta das 16h40 do dia 2 de janeiro, quando Maria Eduarda enviou algumas fotos da virada do ano. Na manhã seguinte, a mãe recebeu mensagens de um número desconhecido. A pessoa se identificou como irmã do namorado da jovem.
Conforme Claudieli, a mulher relatou que o casal foi sequestrado e estava sendo mantido em cativeiro em um morro de Guarujá, acusado de pertencer a uma facção criminosa. A balconista afirmou que as mensagens não continham solicitações de dinheiro ou ameaças.
A mãe explicou que só conhece o primeiro nome do namorado da filha e nunca o viu pessoalmente. No entanto, ele entrou em contato com ela em 5 de janeiro. O jovem afirmou que foi liberado pelos criminosos e confirmou a versão dada por sua irmã.
“Ele disse que não sabe o que aconteceu com ela [Maria] porque o mandaram embora e ficaram com ela”, relatou Claudieli. O g1 não conseguiu localizar o namorado de Maria e sua irmã até a publicação desta reportagem.
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
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