Polícia fecha clínica de estética e prende farmacêutica por irregularidades em Campinas
A Polícia Civil fechou uma clínica de estética no Jardim Guanabara, em Campinas, nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, e prendeu uma farmacêutica durante ação conjunta com a Vigilância Sanitária. A equipe encontrou substâncias injetáveis para emagrecimento, produtos vencidos e toxina botulínica armazenada fora da temperatura exigida, segundo a corporação. A apuração trata o caso como crime contra a saúde pública e contra as relações de consumo.
A operação ocorreu após denúncias sobre a atividade do estabelecimento. No imóvel, os agentes localizaram 19 frascos de substâncias emagrecedoras injetáveis. Além disso, recolheram suplemento vitamínico vencido e materiais relacionados ao atendimento de clientes.
Enquanto isso, a polícia apreendeu documentos que indicam outra frente de atuação no local. Os papéis apontam que a clínica também funcionava como farmácia, com vendas no varejo e no atacado. A investigação avalia se o estabelecimento operava sem as autorizações exigidas para esse tipo de comércio.
Clínica de estética fechada em Campinas tinha indícios de manipulação clandestina
A Polícia Civil informou que cartelas de rótulos reforçam a suspeita de fracionamento e envase clandestino de compostos. Esse tipo de prática, quando ocorre sem controle sanitário e rastreabilidade, costuma elevar o risco de contaminação, erro de dose e uso indevido.
Em seguida, os investigadores concentraram a análise no armazenamento de produtos. A toxina botulínica estava fora das condições de temperatura necessárias, conforme registro da ação. A forma de conservação é um ponto crítico para a estabilidade do produto.
Além disso, o material recolhido será periciado. A polícia costuma usar laudos para confirmar composição, origem, validade e condições de conservação. Esses elementos ajudam a delimitar responsabilidades e eventual alcance das vendas.
Prontuários e acompanhamento de clientes entram na investigação
Segundo a Polícia Civil, havia prontuários que sugerem acompanhamento de clientes que compravam produtos para emagrecimento. A corporação apontou que esse acompanhamento, da forma descrita, seria atribuição de profissionais médicos, o que virou mais um foco da apuração.
Por outro lado, a investigação também deve verificar a cadeia de fornecimento dos produtos. Em casos semelhantes, a polícia cruza notas, rótulos, registros e contatos comerciais para identificar origem e destino dos itens.
A farmacêutica presa foi levada à Cadeia de Paulínia. A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento, com diligências para esclarecer a extensão das irregularidades apontadas na fiscalização.


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