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PRF apreende ampolas para caneta emagrecedora e cabelo com paraguaias no PR

PRF apreende ampolas para caneta emagrecedora e cabelo com paraguaias no PR

PRF apreende ampolas para caneta emagrecedora e cabelo com paraguaias no PR

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Paraná realizou a apreensão, neste domingo (25), de ampolas contendo tirzepatida, substância presente no medicamento Mounjaro, e uma quantidade significativa de fios de cabelo de origem estrangeira. Os itens foram encontrados na bagagem de duas passageiras paraguaias que estavam em um ônibus de turismo.

A descoberta ocorreu durante uma fiscalização no compartimento de bagagens do ônibus, que foi interceptado no km 715 da BR-277, na região de Santa Terezinha de Itaipu (PR). Os agentes da PRF inspecionaram quatro malas pertencentes às passageiras paraguaias, residentes em São Paulo, e encontraram uma grande quantidade de cabelos estrangeiros. Além disso, com uma das mulheres, foram localizadas oito ampolas do medicamento Tirzepatida, dentro de dois rolos de adesivos infantis.

Imagens mostram os policiais retirando fechas de cabelo de dentro de roupas guardadas nas malas. Em fotos e vídeos divulgados pela PRF, um dos agentes é visto sacudindo uma calça e organizando os fios que caíam dela ao longo da rodovia.

As passageiras informaram aos agentes que os produtos foram adquiridos em Foz do Iguaçu (PR) e tinham como destino a capital paulista para atividades comerciais. Ambas foram encaminhadas, juntamente com os itens apreendidos, a um posto da Receita Federal, de acordo com informações da PRF.

A Receita Federal ainda não forneceu informações sobre a situação das mulheres. O texto será atualizado caso haja manifestações posteriores do órgão.

O caso de uma mulher internada em estado grave após utilizar uma “caneta emagrecedora” de origem paraguaia ganhou destaque no país esta semana. O medicamento foi vendido ilegalmente a Kellen Antunes, 42 anos, conforme relatado por seus familiares à imprensa. Posteriormente, ela foi diagnosticada com síndrome de Guillain-Barré.

De acordo com a Anvisa, nenhum medicamento pode ser comercializado no Brasil com instruções ou bula em idioma estrangeiro. A venda desses produtos, como divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em novembro, acarreta riscos, como dificuldades de compreensão para o paciente e erros na administração.

Remédios sem registro no Brasil só podem ser importados de maneira excepcional e para uso pessoal, mediante prescrição médica e cumprimento de requisitos adicionais. A Anvisa informou em nota que casos de falsificação, adulteração ou produtos clandestinos estão fora do alcance regulatório brasileiro, uma vez que esses itens estão sob a regulamentação de outros países.

Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo alterou seu depoimento sobre a morte de pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), afirmando que estava “aliviando a dor dos pacientes”.

Folhapress | 06:30 – 26/01/2026

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