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Quem era Fernando Henrique, técnico do Samu que morreu em grave acidente em rodovia de SP

Quem era Fernando Henrique, técnico do Samu que morreu em grave acidente em rodovia de SP

Quem era Fernando Henrique, técnico do Samu que morreu em grave acidente em rodovia de SP

Na manhã de 5 de fevereiro de 2026, um acidente na Raposo Tavares terminou com a morte do técnico de enfermagem Fernando Henrique Negrão da Cruz, de 30 anos, após o carro que ele dirigia colidir na traseira de uma carreta no km 478 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Maracaí, no sentido capital-interior. Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a ocorrência mobilizou equipes de atendimento, perícia e controle de tráfego, e as causas ainda serão apuradas.

Fernando era morador de São José do Rio Pardo (SP) e integrava a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de São João da Boa Vista. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O motorista do caminhão teve ferimentos leves, de acordo com as informações iniciais repassadas pela Artesp.

A perícia esteve na rodovia ainda pela manhã e a pista ficou parcialmente interditada até o início da tarde, o que exigiu atenção de quem trafegava pelo trecho. A dinâmica exata da colisão, incluindo velocidade, distância de seguimento e condições da via no momento do impacto, será detalhada após análise técnica e demais diligências.

Acidente na Raposo Tavares ocorreu no km 478 e gerou interdição parcial

Conforme o registro divulgado, o carro de Fernando atingiu a traseira da carreta por motivos que ainda serão esclarecidos. Em ocorrências desse tipo, a investigação costuma avaliar fatores como visibilidade, fadiga, eventual falha mecânica, frenagem, sinalização e o comportamento de ambos os condutores instantes antes da batida.

Enquanto isso, o tráfego seguiu com restrições temporárias, com liberação gradual após o trabalho pericial e a retirada dos veículos. A orientação, nesses casos, é que motoristas respeitem o limite de velocidade do trecho, mantenham distância segura e redobrem a atenção ao se aproximar de caminhões, principalmente em pontos de menor visibilidade e em horários de pouca circulação.

De acordo com apuração divulgada na região, Fernando estaria a caminho do Paraguai para fazer compras quando ocorreu o acidente. A informação foi mencionada como parte do contexto da viagem, mas não altera, por si só, a necessidade de esclarecimento técnico sobre como a colisão aconteceu.

Procedimentos após a colisão e o que ainda deve ser apurado

Após a confirmação do óbito no local, equipes seguiram com o atendimento ao condutor do caminhão e com os procedimentos de praxe para preservação da área. A perícia costuma produzir laudos que ajudam a indicar pontos como local do impacto, marcas de frenagem, posição final dos veículos e possíveis indícios de falha mecânica.

Além do laudo, o caso pode envolver coleta de depoimentos, checagem de imagens de câmeras e verificação de documentos e condições do veículo. O objetivo é definir responsabilidades e esclarecer se houve algum fator determinante, como mudança abrupta de faixa, desaceleração inesperada, distração ou outras variáveis.

Samu publica nota e colegas descrevem rotina de Fernando Henrique

O Samu de São João da Boa Vista publicou uma nota de pesar nas redes sociais e informou que Fernando atuava na equipe desde março de 2024. No comunicado, a instituição afirmou que se solidariza com familiares, amigos e colegas e que se colocou à disposição para prestar apoio.

Colegas de trabalho também usaram redes sociais para descrever Fernando como comunicativo, brincalhão e alguém que incentivava pessoas próximas. Relatos divulgados por amigos e companheiros de equipe apontaram que ele gostava de treinar, de estar com a família e mantinha planos ligados à vida pessoal, incluindo o desejo de sustentar a mãe.

Fernando deixou um filho de 8 anos. Até a última atualização das informações públicas, não havia detalhes confirmados sobre velório e sepultamento. Familiares teriam se deslocado para Assis (SP) para tratar de procedimentos de translado.

A ocorrência reforça a atenção para trechos rodoviários de fluxo misto, com carros e veículos de carga dividindo a mesma faixa por longos períodos. A investigação deve apontar, com base em evidências técnicas, o que levou ao acidente na Raposo Tavares e quais medidas podem ser adotadas para prevenir situações semelhantes.

 

RBN