Reino Unido fecha compromissos com a China na tentativa de evitar Trump
O Reino Unido e a China firmaram nesta quinta-feira (29) uma série de acordos visando fortalecer os laços comerciais e econômicos entre ambos os países, após encontros entre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente chinês, Xi Jinping.
Dentre as medidas acordadas estão: o compromisso da empresa farmacêutica britânica AstraZeneca de investir US$ 15 bilhões na China; a redução das tarifas para a importação de uísque escocês para o território chinês e a facilitação para as empresas britânicas operarem em Pequim.
Esta foi a primeira visita de um líder do Reino Unido à China desde 2018. Acompanhado por empresários, o primeiro-ministro destacou a importância de buscar objetivos em comum, enquanto respeitam as diferenças existentes.
“A China desempenha um papel crucial no cenário global, e é fundamental que estabeleçamos uma relação mais sofisticada, identificando oportunidades de colaboração, mesmo quando discordamos”, afirmou o britânico.
Por sua vez, Xi Jinping declarou que a China está disposta a construir uma parceria duradoura com o Reino Unido, enfatizando a necessidade de enfrentar desafios que sirvam aos interesses fundamentais de ambos os países e suas populações.
Starmer não é o único aliado importante dos Estados Unidos a visitar Pequim em janeiro. Antes dele, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, se reuniu com Xi Jinping para estabelecer cooperações comerciais. Já o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, tem uma visita planejada, mas ainda sem data definida.
Este movimento de aliados históricos dos EUA acontece em meio a turbulências políticas e comerciais causadas pelo presidente americano, Donald Trump. Diante da instabilidade gerada, eles buscam apoio na China e em outras nações.
Trump criticou a abordagem desses países, alertando que uma maior proximidade com a China “representa um grande perigo” para os britânicos e que a segunda maior economia do mundo “não é a solução”.
Anteriormente, Trump também ameaçou impor tarifas de 100% sobre o Canadá em caso de acordo com Pequim.



