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Renan Calheiros cria grupo de trabalho para acompanhar caso Master

Renan Calheiros cria grupo de trabalho para acompanhar caso Master

Renan Calheiros cria grupo de trabalho para acompanhar caso Master

Por Cleber Lourenço

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal instituiu um grupo de trabalho para acompanhar, de forma sistemática, as investigações relacionadas a fatos e condutas atribuídas ao Banco Master. A decisão foi formalizada por meio de instrução normativa assinada pelo presidente da comissão, senador Renan Calheiros, nesta quarta-feira, 15.

O ato cita expressamente a gravidade dos fatos noticiados pela mídia, as investigações em curso da Polícia Federal e deliberações do Banco Central e do Tribunal de Contas da União como fundamentos para a criação do grupo. A medida representa um passo institucional do Senado para organizar o acompanhamento do caso no âmbito legislativo, concentrando as iniciativas na principal comissão responsável por temas econômicos e financeiros.

De acordo com a instrução normativa, o grupo de trabalho ficará sob coordenação da presidência da CAE e será composto pelos senadores Fernando Farias, Eduardo Braga, Esperidião Amin, Randolfe Rodrigues, Alessandro Vieira, Leila Barros e Damares Alves. A composição reúne parlamentares de diferentes campos políticos, o que, na avaliação de interlocutores do Senado, tende a reduzir disputas partidárias e dar maior lastro político às iniciativas que venham a ser adotadas.

O texto estabelece que os integrantes poderão realizar e sistematizar atos legislativos voltados ao acompanhamento das investigações, incluindo a apresentação de requerimentos de convocação de envolvidos e de autoridades, pedidos formais de informação e proposições legislativas relacionadas ao tema. Na prática, a decisão abre caminho para que o Senado avance sobre o caso de maneira coordenada, sem depender de iniciativas isoladas de parlamentares.

A criação do grupo ocorre em um contexto de crescente pressão institucional sobre o Banco Master, que já é alvo de apurações conduzidas por órgãos de controle e investigação. Ao mencionar explicitamente a atuação do Banco Central e do TCU, a instrução normativa indica que o acompanhamento parlamentar dialogará com as frentes já abertas no campo regulatório e de fiscalização.

Embora o ato não crie uma comissão parlamentar de inquérito, o formato escolhido permite à CAE manter o tema sob observação permanente, com instrumentos suficientes para aprofundar o escrutínio político sobre o caso. Nos bastidores, senadores avaliam que o grupo de trabalho pode funcionar como etapa preparatória para medidas mais duras, a depender do avanço das investigações e das informações que venham a ser compartilhadas com o Legislativo.

A instrução normativa entrou em vigor na data de sua publicação, consolidando o envolvimento direto da Comissão de Assuntos Econômicos no acompanhamento do caso Banco Master.

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