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Renan Calheiros diz que comissão não tem alvos pré-definidos no caso Master

Renan Calheiros diz que comissão não tem alvos pré-definidos no caso Master

Renan Calheiros diz que comissão não tem alvos pré-definidos no caso Master

O senador Renan Calheiros declarou que a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal não possui alvos previamente determinados nas investigações sobre o Banco Master. De acordo com o parlamentar, a comissão está aberta para definir sua abordagem após examinar documentos e ouvir autoridades. A reportagem é de Isabel Mega, na Live CNN.

Ao ser questionado sobre a possível convocação do governador Ibaneis Rocha para depor perante a comissão, o senador respondeu que a CAE ainda está avaliando suas opções e não tem alvos específicos em mente, conforme relatou Mega.

A discussão surgiu em relação à articulação da bancada do Distrito Federal para convocar o governador. Calheiros salientou que decisões desse tipo serão tomadas futuramente, após consulta aos membros da CAE.

Na semana passada, a comissão aprovou 19 requerimentos e definiu seu plano de ação para investigar o caso. Entre as medidas aprovadas estão pedidos para ouvir representantes da Polícia Federal, do Banco Central e do Supremo Tribunal Federal, além de solicitações de acesso a diversos documentos relacionados ao banco.

CAE como Alternativa à CPI

Embora não possua o mesmo status de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a Comissão de Assuntos Econômicos tem se destacado no Congresso Nacional como um dos principais pilares para investigar questões relacionadas ao Banco Master. Em um contexto em que a instalação de uma CPI enfrenta obstáculos políticos, a CAE utiliza suas prerrogativas para abordar temas ligados ao sistema financeiro.

“Embora não seja uma CPI, a CAE desempenha um papel importante ao acompanhar questões financeiras de forma investigativa, especialmente diante das dificuldades de estabelecer uma CPI”, explicou a analista. “Atualmente, a CAE é fundamental no Congresso Nacional para conduzir investigações desse tipo”.

O progresso da investigação dependerá da disponibilidade dos documentos solicitados e das informações fornecidas pelas autoridades convocadas. Calheiros enfatizou que as próximas etapas serão definidas após a análise dessas informações, destacando que ainda não há decisão sobre quem será convocado para depor.

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