Sistema de monitoramento bloqueia Mogi-Bertioga em dias de chuva intensa
Sistema de monitoramento bloqueia Mogi-Bertioga em dias de chuva intensa
CNL explica sobre critérios para interdição da Mogi-Bertioga.
Desde o início deste ano, a rodovia Mogi-Bertioga foi fechada duas vezes por medida de segurança devido às chuvas. Para tomar essa decisão, a Concessionária Novo Litoral (CNL), responsável pela administração da via, utiliza um sistema de monitoramento pluviométrico que permite bloquear a estrada nos momentos em que a chuva representa riscos aos motoristas.
O sistema monitora a região 24 horas por dia por meio de cinco pluviômetros instalados ao longo da rodovia, avaliando as condições de segurança e estabilidade das encostas.
De acordo com Guilherme Fernandez, geólogo da CNL, para as intervenções são considerados dois fatores: o volume de chuva acumulado nos últimos três dias e a intensidade da chuva em momentos críticos.
“Não é suficiente considerar apenas o volume acumulado de chuva, pois o volume combinado com a intensidade momentânea é o que pode causar problemas. A combinação dessas informações é que determina os fatores de risco identificados em nosso sistema”, explica Fernandez.
Segundo o diretor de engenharia e operações da CNL, Augusto Schein, a partir dessas variáveis é estabelecido um nível do Coeficiente de Precipitação Crítica (CPC), indicando quando é necessário ajustar o fluxo da rodovia devido às condições climáticas.
“Assim que as condições se normalizarem, a operação da via é retomada. Também realizamos inspeções com uma equipe especializada, treinada para essa finalidade. Eles avaliam a situação, o que ocorreu e, em seguida, liberam a via com segurança para os usuários”, complementa o diretor.
“Nenhum usuário será exposto a riscos em caso de alerta. Isso é fundamental”, destaca Schein.
Trecho de serra da Mogi-Bertioga ficou totalmente interditado duas vezes em 2026
Segurança da rodovia
A CNL afirma que a Rodovia Mogi-Bertioga está mais segura se comparada a um ano atrás.
“Às vezes, há muitos riachos naquela região que precisam ser canalizados para que a água chegue à drenagem da rodovia diretamente. O que fizemos foi disciplinar e encaminhar essas águas em vários pontos”, destaca Augusto Schein, diretor de engenharia e operações da CNL.
Ele explica que durante o ano de 2025, quando a CNL assumiu a administração da rodovia, foram realizadas diversas ações para minimizar o impacto da natureza na via.
“Preparamos a operação de verão no inverno. Não esperamos acontecer para interditar posteriormente. Desobstruímos e consertamos as drenagens da rodovia, mantendo-as assim. Além disso, removemos muitas rochas soltas na floresta que estavam próximas à rodovia”, acrescenta.
Ele destaca que foi feito o mapeamento da região da serra e as rochas foram removidas de forma ordenada e disciplinada, evitando possíveis problemas causados pela natureza.
Relembre os casos
Neste ano, ocorreram duas interdições na Mogi-Bertioga.
A primeira interdição foi em 4 de janeiro, devido ao alto volume de chuvas que causaram um deslizamento de terra no km 89, levando à interdição da via por questões de segurança.
A segunda interdição aconteceu em 19 de janeiro, após a CNL registrar aproximadamente 190 milímetros de chuva em 72 horas, resultando na interdição da rodovia.


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