Streaming avança 16% e reduz para 14 pontos a distância da TV aberta
Segundo pesquisa do Kantar Ibope, a utilização de plataformas digitais aumentou de 33,9% para 39,4% em um ano, enquanto a televisão convencional teve uma queda de quatro pontos percentuais
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A distância entre a televisão aberta e o streaming diminuiu consideravelmente em apenas doze meses. De acordo com os dados divulgados pelo Kantar Ibope, a vantagem da TV aberta sobre o streaming reduziu de 24 para 14,5 pontos percentuais entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026 — indicando que o equilíbrio entre essas duas formas de consumo pode ser atingido mais rapidamente do que se esperava.
Essa redução significativa na liderança da televisão convencional reflete o notável avanço das plataformas de vídeo sob demanda. Durante o período analisado, o streaming aumentou sua participação no consumo de vídeo de 33,9% para 39,4%, um crescimento de 16,22%. Esse desempenho consolida o streaming como o principal concorrente da programação aberta na busca pela atenção do público brasileiro.
Por outro lado, a TV aberta viu sua participação diminuir de 57,9% para 53,9% — uma queda de quatro pontos percentuais, equivalente a uma perda relativa de 6,91%. A queda, evidenciada pelas pesquisas do Kantar Ibope, destaca a dificuldade da programação linear em manter espectadores diante da crescente oferta de conteúdo personalizado.
Essa mudança de hábitos projeta um cenário inédito para o setor. Caso essa tendência se mantenha, é provável que o consumo digital ultrapasse a audiência da televisão aberta em menos de um ano, conforme indicado pela própria análise do instituto de pesquisa. Essa possibilidade de mudança coloca uma pressão adicional sobre emissoras que dependem do modelo tradicional de distribuição.
Por trás dos números, fica evidente que o público brasileiro está cada vez mais interessado em serviços que oferecem flexibilidade de horários e a capacidade de assistir a conteúdos em diferentes telas. Essa conveniência, já adotada por uma parcela significativa da audiência, está redefinindo a competição no mercado audiovisual do país.
O encurtamento da distância entre TV aberta e streaming indica uma transformação estrutural nos hábitos de consumo de vídeo no Brasil — e posiciona 2026 como um possível marco nessa mudança histórica.



