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Toffoli manda PGR opinar se inquérito sobre influenciadores contra BC vai para 1ª instância

Toffoli manda PGR opinar se inquérito sobre influenciadores contra BC vai para 1ª instância

Toffoli manda PGR opinar se inquérito sobre influenciadores contra BC vai para 1ª instância

(FOLHAPRESS) – O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) emita parecer sobre a investigação envolvendo uma rede de influenciadores supostamente utilizada pelo proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, para desacreditar o Banco Central.

A PGR irá se posicionar quanto à continuidade das apurações sob a supervisão do Supremo ou se estas devem ser remetidas à primeira instância do Judiciário. Após essa manifestação, Toffoli decidirá sobre o andamento da investigação.

A Polícia Federal identificou cerca de 40 perfis que teriam sido contratados por Vorcaro para participar do “Projeto DV”, cujas iniciais remetem ao empresário.

O recrutamento dos perfis em redes sociais, que promoveram uma campanha digital contra o Banco Central e os investigadores no caso Master, envolveu um contrato de confidencialidade no valor de R$ 800 mil.

A equipe responsável pela articulação das publicações enviou mensagens a influenciadores em meados de dezembro.

A internamente, agentes da PF que acompanham o caso já se referem ao esquema como o “gabinete do ódio” de Vorcaro, fazendo alusão à rede de influenciadores digitais de direita usada pelo governo de Jair Bolsonaro para disseminar notícias falsas sobre o sistema eleitoral e adversários políticos do ex-presidente.

Em sua defesa ao Supremo, Vorcaro negou qualquer ligação com os perfis.

Seus advogados afirmaram que o ex-banqueiro “nega veementemente qualquer envolvimento ou conhecimento sobre qualquer prática de difamação ou disseminação de fake news em relação ao Banco Central”.

“[Vorcaro] cumpre rigorosamente as medidas cautelares impostas a ele – embora sua defesa considere tais medidas desnecessárias e injustas – colaborando ativamente com as investigações em curso, respondendo a todas as perguntas feitas durante o interrogatório e confrontação realizados perante o Supremo em 30 de dezembro de 2025”, afirmaram.

A informação sobre os contratos com influenciadores foi divulgada inicialmente pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. “Ofereceram valores expressivos”, disse o influenciador Rony de Assis Gabriel (PL-RS), que também é vereador por Erechim, a 370 quilômetros de Porto Alegre. Ele foi abordado em 20 de dezembro pelo profissional de marketing André Salvador, que informou estar envolvido em um trabalho de “gerenciamento de reputação e gestão de crise para um executivo de grande porte”.

Salvador entrou em contato com o deputado estadual Léo Siqueira (Novo-SP) em 21 de dezembro. Na ocasião, ele se apresentou como funcionário da agência Mithi, de Thiago Miranda, um dos sócios do Grupo Léo Dias. Ambos os parlamentares recusaram as propostas, conforme gravações de tela verificadas pela reportagem.

A investigação foca em contratos sigilosos com cerca de 40 perfis em redes sociais, buscando apurar se o banqueiro Daniel Vorcaro financiou um ataque digital para desacreditar o Banco Central e os investigadores envolvidos no caso Master.

Folhapress | 20:45 – 28/01/2026

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