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Transfobia: Nikolas resgata vídeo de peruca para atacar Erika Hilton, eleita presidenta da Comissão da Mulher

Transfobia: Nikolas resgata vídeo de peruca para atacar Erika Hilton, eleita presidenta da Comissão da Mulher

Transfobia: Nikolas resgata vídeo de peruca para atacar Erika Hilton, eleita presidenta da Comissão da Mulher

Transfobia: Nikolas resgata vídeo de peruca para atacar Erika Hilton, eleita presidenta da Comissão da Mulher

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) promoveu um ataque transfóbico contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Em suas redes sociais, o bolsonarista publicou, na noite desta quarta-feira (11), trecho do discurso que fez na Câmara em 2023, em pleno Dia Internacional das Mulheres, vestindo uma peruca e atacando mulheres trans.

A publicação de Nikolas se deu como uma reação à eleição da parlamentar como presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. No discurso em questão, vestindo uma peruca e se chamando “Nicole”, como forma de atacar mulheres trans, o bolsonarista afirma, entre outras coisas, que “as mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se identificam como mulheres”.

“Eu avisei”, escreveu Nikolas na publicação com o vídeo, publicado em cima de uma notícia sobre a eleição de Erika Hilton como presidenta da Comissão da Mulher.

Nikolas foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) a pagar R$ 200 mil por dano moral coletivo devido ao discurso em questão, em uma ação movida pela Aliança Nacional LGBTI e pela Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH). O caso segue em tramitação na segunda instância.

Erika Hilton é eleita presidenta da Comissão da Mulher

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita nesta quarta-feira (11) presidenta da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados.

Como era de se esperar, a deputada foi alvo de ataques transfóbicos de parlamentares da extrema direita. Entre eles, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que chegou a afirmar que “estava perdendo seu lugar de mulher” no Congresso, em um claro discurso transfóbico.

Ao assumir o cargo, Erika Hilton declarou que uma das prioridades de seu mandato à frente da Comissão da Mulher é enfrentar a onda red pill que assola o Brasil e que estava estampada na camiseta de um dos rapazes envolvidos no estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro.

Em seu discurso, a deputada do PSOL ressaltou que, apesar da crescente onda de violência contra as mulheres, a preocupação da extrema direita está voltada para questões relacionadas à identidade de gênero:

“Estamos em uma onda de feminicídios, a misoginia não para de crescer, o Judiciário está relativizando o estupro de vulneráveis e a pedofilia, entre tantos outros.

Mas o problema, para a direita e para algumas autointituladas ‘feministas’, sou eu, uma mulher trans, assumir a presidência da Comissão da Mulher.”

Em outro momento, Erika Hilton afirmou que o tempo de vetar a participação de mulheres trans nas discussões sobre direitos acabou:

“Quer queira ou não, mulheres transexuais e travestis não serão excluídas dessa Comissão, e não me importa a vontade de quem quer que seja […] se antes desrespeitavam nossos direitos, se antes menosprezavam nossa dignidade sem que pudéssemos estar aqui de igual para igual, defendendo nosso lugar no mundo, esse tempo acabou.”

Reação

Em resposta aos ataques transfóbicos, Erika Hilton afirmou, por meio das redes sociais, que não está preocupada.

“Não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbecis é a última coisa que me importa (…) Podem espernear. Podem latir”.

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