ZNCAST promove primeiro encontro do ano e projeta nova fase de diálogo e desenvolvimento para a Zona Norte
ZNCAST promove primeiro encontro do ano e planeja nova etapa de diálogo e desenvolvimento para a Zona Norte
A Zona Norte de São Paulo vivenciou, em 26 de janeiro, mais um importante momento de integração regional com a realização do terceiro encontro do ZNCAST. O evento reuniu empresários, representantes institucionais, líderes comunitários e autoridades na sede da Associação Comercial de São Paulo, Distrital Norte, em Santana. Com o intuito de enaltecer a identidade local, fortalecer a conexão entre os diversos setores e ampliar as discussões sobre o futuro da região, a reunião também marcou a apresentação oficial da nova fase do ZNCAST para 2026.
O evento transcorreu em um ambiente de diálogo aberto e diversificado, trazendo as experiências do empresariado, as perspectivas do poder público e as expectativas da comunidade. O objetivo central foi claro: tornar a Zona Norte protagonista do seu próprio desenvolvimento, por meio da união, comunicação e cobrança responsável por políticas públicas mais eficazes.
Comunicação como elo de desenvolvimento
Desde o início, ficou evidente o papel do ZNCAST como instrumento de visibilidade regional. Para Alba Medardoni, do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social Alba Merdadoni (Associação Amigos do Mirante Jardim São Paulo), o podcast desempenha um papel estratégico ao ampliar o alcance das histórias e iniciativas locais. Segundo ela, o formato proporciona à comunidade o conhecimento da importância e grandiosidade dos empresários da região, seus projetos e sua relevância no desenvolvimento local. “O podcast é uma forma de anunciar, de mostrar o que está sendo feito, dando voz a quem constrói a Zona Norte diariamente”, destacou.
Essa visão foi reforçada ao longo do encontro, especialmente pela fala de Fábio Grotti, CEO da Douglas Pneus e principal idealizador do ZNCAST. Em um depoimento profundo e reflexivo, Grotti explicou que o projeto nasceu do forte sentimento de pertencimento. “O que sempre me motivou foi esse sentimento de lar e de comunidade”, afirmou. Para ele, após três anos de trajetória, o ZNCAST atingiu maturidade suficiente para expandir sua abrangência.
Uma nova fase: empresários, poder público e construção coletiva
De acordo com Grotti, a grande mudança para 2026 está na ampliação do diálogo com o poder público. Se nos primeiros anos o foco esteve predominantemente no empresariado, agora o projeto passa a integrar de forma mais ativa subprefeitos, vereadores, deputados e secretários. “Eles fazem parte da solução. Principalmente em um ano eleitoral, é o momento de identificar quem realmente está trabalhando em prol da Zona Norte, quem traz recursos, quem dialoga com os secretários e planeja estrategicamente a região”, explicou.
O empresário também ressaltou a importância da participação da comunidade nesse processo, enfatizando a necessidade de uma cobrança organizada e coletiva, superando iniciativas isoladas. “Precisamos fortalecer o conceito de ‘nosso’. É como um trabalho em equipe: ninguém detém a verdade absoluta, as ideias amadurecem no debate”, disse, defendendo uma construção baseada em múltiplas experiências, desde a saúde até a educação, passando pela cultura e empreendedorismo.
Esse momento atual foi descrito por Grotti como um verdadeiro “iluminismo” da Zona Norte, um período de redescoberta e visibilidade que deve ser aproveitado. “Temos poucos minutos de atenção. Se não transformarmos isso em mudança real, perderemos a oportunidade. E a mudança não é apenas para o presente, é para os próximos 10, 20, 30 anos”, afirmou.
O debate sobre representatividade política também marcou presença. Luiz Carlos Kechichian, CEO da Mirantte Imóveis, ressaltou a importância de iniciativas como o AME+ZN, que buscam organizar politicamente a região. Ele salientou que, apesar do grande número de eleitores na Zona Norte, ainda há carência de representatividade. “Se elegemos, então podemos cobrar. É simples assim”, resumiu, defendendo união e estratégia como meios para fortalecer a voz regional.
Seguindo essa linha, o subprefeito de Santana e Tucuruvi, Magal Guerra, analisou que a Zona Norte está passando por um claro processo de politização e amadurecimento institucional. Segundo ele, empresários e líderes estão cada vez mais engajados não apenas em buscar melhorias pontuais, mas em trabalhar pela infraestrutura como um todo. Guerra também enfatizou a importância do apoio do poder público municipal e expressou confiança em um ano positivo para a região, impulsionado por esse novo movimento de união.
O médico Francisco Tortorelli reforçou esse sentimento coletivo ao destacar que encontros como os promovidos pelo ZNCAST e pelo AME+ZN desempenham um papel crucial ao trazer a Zona Norte de volta ao centro do debate público. Para ele, a região ficou por décadas à margem das grandes decisões e agora precisa ter suas demandas novamente consideradas pelas autoridades. Tortorelli apontou que projetos estruturais, como o prolongamento da Avenida Brás Leme, melhorias viárias, soluções de mobilidade e obras de contenção, como piscinões, são urgentes para evitar que a Zona Norte permaneça isolada em determinados horários do dia, quando os moradores enfrentam dificuldades para sair e retornar à região. Ao mesmo tempo, destacou a força do empresariado local, considerando-o preparado e atuante, capaz de transformar a Zona Norte em uma região ainda mais vigorosa, sem dever nada a qualquer outra área da Capital. Em sua visão, trata-se de um território com identidade própria, onde as pessoas se identificam, consomem localmente e mantêm laços fortes com seus bairros. Por isso, é fundamental que o poder público direcione sua atenção para quem vive, trabalha e investe na Zona Norte, ouvindo essa comunidade ativa que busca participação e respeito.
Representando instituições tradicionais da região, o presidente do Clube Esperia, Osvaldo Arvate, demonstrou otimismo em relação ao futuro. Para ele, as promessas de obras e investimentos anunciadas pelo poder público trazem uma esperança concreta de crescimento, realçando o potencial histórico e social da Zona Norte.
O superintendente distrital da ACSP, Distrital Norte, Ronaldo Moura, destacou a satisfação em receber o ZNCAST na “casa do empreendedor”. Moura enfatizou que o projeto valoriza as instituições locais e mantém um foco claro em promover melhorias reais para a região. Para ele, a parceria entre ZNCAST, empresariado e entidades de classe fortalece o ambiente de negócios e cria um ciclo virtuoso de desenvolvimento. “O ano será de muito trabalho, mas com uma perspectiva extremamente positiva”, afirmou.
O diretor superintendente da Associação Comercial de São Paulo, Antonio Carlos Stefano, reforçou essa visão ao destacar que encontros como o ZNCAST funcionam como o elo que faltava entre os empresários. Segundo ele, a iniciativa amplia o poder de negociação da região e contribui para pautas estruturais, como mobilidade urbana e infraestrutura. “Quanto mais unidos, maior a força política e institucional da Zona Norte”, avaliou, projetando um 2026 de crescimento e consolidação.
Encerrando os depoimentos, o apresentador do ZNCAST, Diego Nunes, destacou que 2026 será um ano de grandes expectativas, especialmente por ser um ano eleitoral. Ele ressaltou que, pela primeira vez, o projeto trará parlamentares para o debate, sempre com foco construtivo e na busca por soluções reais. Para Nunes, a Zona Norte está pronta para um novo ciclo de crescimento, mas carece de investimentos estruturais que acompanhem seu potencial.
Segundo ele, o ZNCAST e movimentos como o AME+ZN já começam a colher frutos, com ideias que saíram do papel e se transformaram em ações concretas. “O forte está em unir empresários, líderes e quem tem voz ativa para lutar por melhorias reais”, concluiu.
A mesa representativa do encontro contou com a presença de Magal Guerra, subprefeito de Santana e Tucuruvi, Fábio Grotti, CEO da Douglas Pneus, Ronaldo Moura, superintendente da ACSP Distrital Norte, Antonio Carlos Stefano, diretor da ACSP, Luiz Kechichian, CEO da Mirantte Imóveis, reforçando o caráter institucional, plural e integrador do evento.
Mais do que um simples encontro, o terceiro ZNCAST consolidou-se como um espaço legítimo de escuta, articulação e construção coletiva, indicando caminhos para uma Zona Norte mais unida, representativa e preparada para os desafios do futuro.



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