Moraes pede explicações sobre ‘agenda diplomática’ de assessor de Trump que irá visitar Bolsonaro
Moraes solicita esclarecimentos sobre a ‘agenda diplomática’ de assessor de Trump que visitará Bolsonaro
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes requisitou ao Ministério das Relações Exteriores explicações referentes à visita do assessor do presidente norte-americano Donald Trump a Jair Bolsonaro na prisão. Embora Moraes tenha autorizado o encontro entre os dois, a defesa do ex-presidente solicitou a alteração da data devido a compromissos diplomáticos de Darren Beattie no Brasil.
Moraes questionou a natureza dessa agenda. “Solicito esclarecimentos ao Ministro das Relações Exteriores sobre a suposta agenda diplomática de Darren Beattie, atual Assessor Sênior de Política para o Brasil do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América e possível solicitação de visita a Jair Messias Bolsonaro”. A visita, autorizada por Moraes, está marcada para o dia 18 de março, quarta-feira da próxima semana, pela manhã.
Beattie desempenha a função de assessor sênior de políticas para o Brasil dentro do Departamento de Estado liderado por Marco Rubio. Tanto o assessor quanto seu superior são críticos da atuação de Moraes no caso do golpe de estado. Beattie já afirmou que o ministro é o “principal responsável pela censura e perseguição a Bolsonaro”.
Vale ressaltar que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, trabalhou para impor sanções a autoridades brasileiras em troca da inocência de seu pai no caso do golpe. Ele contou com o apoio do influenciador Paulo Figueiredo, com quem enfrenta uma ação criminal no STF decorrente desse episódio. Ambos residem nos EUA. Na ocasião, Moraes foi pessoalmente afetado ao ser incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Embora essa medida tenha sido revertida, há especulações sobre a possibilidade de sua reintrodução.
Ademais, Trump voltou a mencionar a potencial classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital, o PCC, como organizações terroristas. Isso abriria a porta para uma eventual intervenção do governo dos Estados Unidos na soberania brasileira.



