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Caiado, Leite e Ratinho Jr debatem futuro do Brasil em encontro na ACSP

Caiado, Leite e Ratinho Jr debatem futuro do Brasil em encontro na ACSP

Caiado, Leite e Ratinho Jr debatem futuro do Brasil em encontro na ACSP

Caiado, Leite e Ratinho Jr debatem futuro do Brasil em encontro na ACSP

Em uma reunião dedicada à abordagem dos principais desafios políticos, econômicos e sociais do país, os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) participaram, nesta segunda-feira, dia 9, de um debate realizado na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

O encontro reuniu líderes políticos, empresários e representantes da sociedade civil interessados em debater caminhos para o desenvolvimento do Brasil.

A reunião foi organizada pelo ex-deputado federal e conselheiro político da entidade, Heráclito Fortes, que ressaltou a importância de promover espaços de diálogo entre lideranças públicas e o setor produtivo.

De acordo com ele, a iniciativa busca aproximar gestores estaduais de debates nacionais que afetam diretamente a economia e a governança do país: “Acredito que temos aqui a oportunidade de apresentar ao Brasil uma qualidade elevada em candidatos preparados para debater e implementar as melhores soluções para o país, escapando assim dessa polarização que está prejudicando o futuro da nação”, disse na abertura do encontro.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, considera que Leite, Caiado e Ratinho Jr. são os melhores candidatos para o Brasil: “Fica evidente que temos aqui três das pessoas mais bem preparadas do país. São três gestores completos que, se eleitos presidentes da República – e essa é a nossa esperança -, mostrarão ao Brasil como fazer as coisas corretamente, como combater a corrupção, como trabalhar com transparência, estabelecer idade mínima para os tribunais superiores, implantar o voto distrital e efetivamente promover mudanças que transformarão o Brasil. Se Deus permitir, deste debate, teremos o futuro presidente do Brasil”, afirmou.

Questionado sobre qual deles prefere eleger presidente, Kassab sorriu e concluiu: “Eu quero os três!”.

O debate

Um aspecto relevante entre os governadores é que todos enfrentaram crises financeiras em seus estados logo após assumirem seus mandatos. Atualmente, os estados sob suas administrações estão longe das crises anteriores e desfrutam de estabilidade financeira.

Dessa forma, o equilíbrio das contas públicas, a necessidade de reformas estruturais, o fortalecimento do pacto federativo e o papel dos estados no estímulo ao crescimento econômico foram temas amplamente discutidos, resultando em diversas soluções que geraram impactos positivos.

Ronaldo Caiado afirmou: “A gestão requer autoridade moral, que atualmente está ausente. Na minha primeira crise, cortei 25% do décimo terceiro e quarto salários de todos os poderes, medida que foi aceita por todos, os quais compreenderam a nossa situação de colapso na época. Portanto, o próximo presidente da República deverá chamar à responsabilidade todos os demais poderes, para que haja um correto ordenamento do que significa uma República e dos poderes constituídos”.

Eduardo Leite destacou que a crise também testou sua carreira política: “Assumi um governo em que 80% da receita corrente líquida estava comprometida com a despesa bruta de folha de pagamento. Fomos obrigados, portanto, a implementar reformas bastante rigorosas, incluindo privatizações de empresas que eram consideradas intocáveis pelo Estado. Conquistamos êxito. No primeiro ano de governo, aprovamos a privatização da Companhia de Energia, da Companhia de Gás, da Companhia de Saneamento do Estado, reformamos as carreiras de professores e policiais civis e militares, reduzimos a despesa com folha de pagamento de 80% para 60% da receita corrente líquida e ampliamos os investimentos de 2% para 10% da receita corrente de investimentos, entre outras ações”.

Os participantes enfatizaram ainda a importância de políticas públicas voltadas para a geração de empregos, infraestrutura e melhoria da qualidade dos serviços públicos.

Ratinho Jr., governador do Paraná, ressaltou: “Na minha visão, o Brasil também precisa consolidar alguns pilares econômicos, como fizeram muito bem outros países desenvolvidos ou aqueles que alcançaram avanços sociais e econômicos significativos. A China, por exemplo, tornou-se a ‘fábrica’ do mundo. É amplamente reconhecido que a China é a principal fornecedora mundial. O Brasil pode se tornar o supermercado do mundo, a Arábia Saudita da energia limpa e o Computador do Mundo, com tecnologia dominante no mercado global, mas para isso é necessário planejamento”.

Maior cooperação entre os poderes

Ao longo do debate, os governadores defenderam uma maior cooperação entre estados e União, argumentando que as soluções para os problemas nacionais passam pela valorização das experiências regionais e pela adoção de políticas de gestão mais eficazes.

Eduardo Leite afirmou: “É essencial buscar apoio e convergência entre os poderes, que muitas vezes disputam o protagonismo. Acredito que mudanças no Judiciário também são necessárias, o Supremo Tribunal Federal é uma conquista que deve coroar uma carreira jurídica de excelência e não se transformar em um facilitador de escritórios de advocacia nas instituições de ensino superior. Além disso, o Congresso Nacional também demanda reformas, é legítimo que os parlamentares possam indicar prioridades no orçamento, porém a desproporção que isso tem alcançado torna o processo mais rígido e dificulta a contribuição para o país, reforçando a urgência de reformas estruturais”.

Melhora da economia

O Governador Ronaldo Caiado destacou que em Goiás, as famílias estão deixando os programas sociais e melhorando sua qualidade de vida: “Temos orgulho de ver cada vez mais famílias saindo do Bolsa Família, o que aumenta o poder de compra em nossa economia. Lá, trabalhamos para elevar a lucratividade da população, proporcionando a cada trabalhador a oportunidade real de progredir, oferecendo às crianças a capacidade de sonhar e explorar melhores caminhos, por meio de escolas tecnológicas, cursos de informática, robótica, além de parcerias com o Google, onde os jovens têm a chance de estágios. Nossos estudantes contam com uma merenda de qualidade, não apenas com os R$0,70 repassados pelo Governo Federal, mas com uma significativa contribuição de nosso Governo Estadual que garante uma alimentação digna”.

Eduardo Leite, no Sul, ajustou o orçamento e reduziu o impacto dos impostos sobre os mais necessitados: “Também é crucial ressaltar que ajustar significa tornar justo o orçamento para todos, um orçamento que é injusto. Um orçamento capturado por determinados setores do serviço público, ou na forma de benefícios fiscais a setores em ascensão, sem considerar os resultados econômicos para a sociedade, é necessário tornar o orçamento justo, destinando-o às famílias que realmente necessitam para proporcionar mais qualidade de vida”.

Ratinho Jr. buscou soluções no exterior que beneficiaram os paranaenses: “O que está funcionando no mundo e que podemos trazer para cá e implementar no país? Essa é a abordagem que busco como Governador do Paraná. Trazer para meu estado o que vejo de sucesso no exterior e que acredito que possa ser implantado aqui. Essa é a principal discussão, ao invés de perder tempo discutindo ideologias, devemos buscar metodologias que deram certo lá fora e podem dar certo aqui. Mais do que discutir ideologia, defendo a discussão de valores”.

Todos os conselheiros políticos da Associação Comercial elogiaram o nível do debate e aprovaram o conhecimento e a experiência técnica dos pré-candidatos à presidência. Resta agora saber qual deles será lançado pela convenção interna do PSD para a campanha nacional.

Reportagem: Fernando Aires. Foto: Divulgação.

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