Educar meninos também é proteger meninas
Sempre que um incidente de violência contra a mulher se torna público, a discussão comum é: como as mulheres podem se defender? O que poderiam ter feito de forma diferente? Quais precauções devem adotar?
No entanto, uma pergunta que deveria ser feita com mais frequência é: como estamos educando os meninos?
Conforme tenho mencionado repetidamente, o Brasil enfrenta números alarmantes de violência contra mulheres. Incidentes de agressão, assédio e violência sexual continuam ocorrendo em diversos cenários e faixas etárias. Além das políticas públicas, da justiça e do apoio às vítimas, é crucial analisar a raiz do problema: a formação social e emocional dos homens.
A violência não surge repentinamente. Frequentemente, tem início em pequenos comportamentos normalizados ao longo da vida: piadas machistas, falta de respeito pelo corpo feminino, controle em relacionamentos e a crença equivocada de que o homem deve demonstrar poder ou superioridade. Quando tais atitudes não são corrigidas, acabam sendo internalizadas como parte do comportamento masculino.
O lar é o ambiente onde os primeiros valores são absorvidos. A família representa o primeiro espaço no qual os meninos aprendem sobre respeito, empatia e convivência. Pais e responsáveis desempenham um papel essencial nesse processo, não apenas pelo que dizem, mas principalmente pelo exemplo que oferecem.
Um menino criado em um ambiente que valoriza as mulheres tende a replicar esse comportamento no futuro. Da mesma forma, ao presenciar desrespeito, agressividade ou desigualdade em casa, pode assimilar tais atitudes como normais.
Outro aspecto crucial é a educação emocional. Durante muito tempo, os meninos foram instruídos a reprimir sentimentos, ouvindo frases como “homem não chora” ou “homem precisa ser forte”. Esse tipo de educação emocional limitada dificulta a capacidade de muitos homens lidarem de maneira saudável com frustrações, rejeições e conflitos.
Educar os meninos para respeitar, ter empatia e entender o consentimento não é somente uma responsabilidade familiar, mas também social. Se desejamos uma sociedade mais segura para mulheres e meninas, é essencial começar pela formação dos homens do amanhã.
Eu sou Aline Teixeira e acredito que combater a violência contra mulheres também envolve educar os meninos de hoje. Se você compartilha dessa visão, acompanhe-me nas redes sociais em @alineteixeira.oficial.



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