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Brasil enfrenta desafio silencioso com o HTLV; vírus pode permanecer assintomático por anos

Brasil enfrenta desafio silencioso com o HTLV; vírus pode permanecer assintomático por anos

Brasil enfrenta desafio silencioso com o HTLV; vírus pode permanecer assintomático por anos

O Brasil está entre os países com um dos maiores registros de infecção pelo HTLV (Vírus Linfotrópico de Células T Humanas), um vírus que pode permanecer assintomático por longos períodos, resultando em subdiagnóstico. Segundo o infectologista do MPHU, Frederico Zago, a falta de conhecimento sobre o vírus ainda representa um dos principais desafios para controlar a doença, uma vez que muitas pessoas convivem com o HTLV sem ter consciência disso.

O HTLV é um vírus que ataca as células do sistema imunológico e pode ser transmitido principalmente por relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas e agulhas, além da transmissão de mãe para filho, especialmente durante a amamentação. De acordo com o especialista, embora não tenha a mesma notoriedade de outras infecções, o HTLV requer atenção. A prevenção está diretamente ligada à informação e a práticas seguras de comportamento.

Apesar de muitas pessoas infectadas nunca apresentarem sintomas, o HTLV pode estar associado a doenças graves, como leucemia/linfoma de células T do adulto e uma condição neurológica conhecida como mielopatia associada ao HTLV, que pode resultar em fraqueza muscular, rigidez e dificuldades de locomoção. O diagnóstico precoce é fundamental, uma vez que essas doenças afetam significativamente a qualidade de vida, destaca Zago.

O diagnóstico do HTLV é realizado por meio de exames de sangue específicos, geralmente solicitados em situações de risco ou investigação clínica. Embora não exista cura para o vírus, é essencial um acompanhamento médico contínuo para monitorar possíveis manifestações e iniciar o tratamento adequado diante de complicações. “O paciente necessita de acompanhamento ao longo da vida. O foco é identificar precocemente qualquer alteração e assegurar o melhor cuidado possível”, afirma o infectologista.

De acordo com Frederico Zago, medidas simples podem fazer a diferença: “A informação, o uso de preservativos e a realização de testes quando recomendados são ações fundamentais para a prevenção”.