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Brasil terá três árbitros, cinco assistentes e um VAR na Copa do Mundo

Brasil terá três árbitros, cinco assistentes e um VAR na Copa do Mundo

Brasil terá três árbitros, cinco assistentes e um VAR na Copa do Mundo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A FIFA (Federação Internacional de Futebol) anunciou hoje a relação dos árbitros que vão trabalhar na próxima Copa do Mundo, que será realizada nos Estados Unidos, no México e no Canadá. O Brasil contará com nove representantes na equipe de arbitragem, sendo três árbitros principais, cinco assistentes e um VAR (árbitro assistente de vídeo).

Os árbitros principais serão Raphael Claus (SP), Wilton Pereira Sampaio (GO) e Ramon Abatti Abel (SC). Os assistentes de arbitragem serão Bruno Boschillia (PR), Bruno Pires (GO), Danilo Manis (SP), Rodrigo Figueiredo (RJ) e Rafael Alves (RS). Já o juiz de vídeo será Rodolpho Toski Marques (PR).

A Copa do Mundo, que será a maior da história com a participação de 48 seleções, terá um total de 104 jogos. Para cobrir essa demanda de 11 de junho a 19 de julho, a FIFA designou 52 árbitros, 88 assistentes de arbitragem e 30 árbitros de vídeo. O Brasil é o país com o maior número de representantes na lista, o que foi elogiado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

“Isso vai além de uma mera estatística. Reflete um trabalho sério, consistente e cada vez mais alinhado com os padrões de excelência do futebol mundial. Essa representatividade demonstra a confiança da FIFA na arbitragem brasileira”, afirmou Netto Góes, recém-nomeado diretor de arbitragem da CBF.

No entanto, a confederação enfrentou recentemente uma série de crises no setor de arbitragem. Em fevereiro, o ex-árbitro Rodrigo Martins Cintra assumiu a função, enquanto Ednaldo Rodrigues era presidente da CBF, sucedido por Samir Xaud em maio, que teve que lidar com novas turbulências.

Em outubro, após uma rodada desastrosa no Campeonato Brasileiro, houve o afastamento de árbitros e árbitros de vídeo responsáveis por erros graves, incluindo Ramon Abatti Abel, que foi retirado das escalas até novembro para passar por treinamento e avaliação interna antes de retornar às atividades.

Desde então, a CBF implementou uma série de medidas para aprimorar a arbitragem, incluindo um “programa de profissionalização da arbitragem”. Foram selecionados 72 árbitros que passaram a receber salários mensais, além de bônus por desempenho, com um investimento estimado em R$ 195 milhões para o biênio 2026/27.

Na última terça-feira (8), a entidade anunciou a criação de uma diretoria específica para a arbitragem. Netto Góes assumiu a direção, trabalhando em conjunto com o chefe da comissão de arbitragem, Rodrigo Martins Cintra. Com essa mudança, a confederação afirmou ter fortalecido a estrutura de governança da arbitragem brasileira, seguindo os padrões recomendados pela FIFA.

“A chegada de Netto, que nos últimos seis meses esteve envolvido no dia a dia da operação e conheceu profundamente os árbitros, é muito positiva, pois estamos unindo esforços. Após a profissionalização, nosso objetivo é posicionar a arbitragem brasileira como uma potência mundial nos próximos anos”, declarou Cintra.

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