Mais de 10 mil soldados americanos estão reforçando bloqueio ao Irã, diz Pentágono | Mundo
Mais de 10 mil soldados dos Estados Unidos estão contribuindo para fortalecer o bloqueio aos portos iranianos, conforme divulgado pelo Comando Central dos EUA na noite de quinta-feira (16).
De acordo com o Comando Central, embora nenhum navio tenha sido abordado até o momento, os militares americanos estão alertando embarcações associadas ao Irã sobre a possibilidade de disparo de tiros de advertência ou uso de outras medidas caso tentem contornar a Marinha.
Nos primeiros três dias da operação militar, 14 navios optaram por recuar em vez de desafiar o bloqueio naval, conforme informado pelo Comando Central.
Algumas embarcações ligadas ao Irã ou sujeitas a sanções que deixaram o Golfo Pérsico através do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de energia, aparentemente interromperam seus movimentos, desativaram seus transponders de rádio ou retornaram em direção à costa iraniana, conforme dados de navegação.
Navios que se aproximam do bloqueio, estabelecido nas águas territoriais e internacionais do Irã, porém não no Estreito de Ormuz, recebem um aviso, como mencionado pelo general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, em entrevista no Pentágono.
“Qualquer embarcação que desrespeitar o bloqueio será alvo da execução de táticas previamente planejadas por nossos marinheiros, com o objetivo de abordar e capturar essa embarcação, se necessário”, afirmou Caine.
O Comando Central divulgou uma gravação de radiocomunicação enviada às embarcações na região, reforçando a disposição das forças armadas em fazer uso da força, se necessário, para garantir a efetividade do bloqueio.
“Embarcações serão interceptadas e apreendidas ao se aproximarem ou se afastarem dos portos iranianos”, dizia a mensagem transmitida.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, informou aos repórteres que “menos de 10% da capacidade naval americana” está sendo empregada para impor o bloqueio. A Marinha dos EUA mantém 16 navios de guerra na região do Oriente Médio, incluindo 11 destróieres, três navios de assalto anfíbio, um porta-aviões e um navio de combate litorâneo, de um total de aproximadamente 300 navios de guerra.
Além disso, o bloqueio conta com o suporte de várias aeronaves, juntamente com operações de vigilância, reconhecimento e inteligência, destinadas a fornecer informações atualizadas à Marinha sobre as embarcações encontradas na região.
O esforço para restringir o acesso marítimo ao Irã é uma iniciativa global, afirmou Caine, e os recursos militares dos EUA em diferentes partes do mundo, inclusive no Pacífico, seguiriam embarcações que transportassem ilegalmente petróleo iraniano ou tentassem fornecer apoio material a Teerã.
Caine destacou a congestão na área próxima ao bloqueio, comparando-a a um estacionamento lotado e os destróieres americanos a carros esportivos.
“Há uma grande movimentação por lá”, disse Caine. “É como conduzir um carro esportivo em um estacionamento de supermercado em um fim de semana de pagamento, com milhares de crianças no estacionamento, enquanto você tenta manobrar para alcançar o navio que está tentando furar o bloqueio.”



