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AtlasIntel nega indução em pesquisa e diz que áudio de Flávio foi exibido após pergunta de voto

AtlasIntel nega indução em pesquisa e diz que áudio de Flávio foi exibido após pergunta de voto

AtlasIntel nega indução em pesquisa e diz que áudio de Flávio foi exibido após pergunta de voto

Andrei Roman, CEO da AtlasIntel. Reprodução CNN

O PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar suspender, em caráter liminar, a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg sobre a corrida presidencial de 2026, publicada nesta terça-feira (19). A legenda questiona se houve indução negativa nas respostas dos entrevistados a partir da exibição do áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A principal dúvida levantada pela pré-campanha de Flávio é se os entrevistados ouviram o áudio antes de responder à pergunta sobre intenção de voto para presidente. Segundo aliados do senador, a exposição prévia ao conteúdo poderia ter influenciado o resultado da pesquisa.

Em entrevista à CNN Brasil, Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, negou qualquer irregularidade e afirmou que o áudio só foi apresentado depois da conclusão do questionário principal.

“Posso garantir que 100% das respostas foram obtidas a partir de respondentes que foram redirecionados depois da submissão do questionário principal para o áudio”, declarou Roman. Segundo ele, o sistema não permitia que os participantes retornassem às respostas anteriores após ouvirem a gravação.

Reprodução da questão sobre o áudio de Flávio Bolsonaro e André Vorcaro na mais recente pesquisa da AtlasIntel

Roman também ressaltou que a pesquisa foi registrada regularmente no TSE e que a documentação entregue à Justiça Eleitoral já indicava que o teste de áudio aparecia apenas ao final da entrevista. “Não houve absolutamente nenhuma indução, nenhum tipo de influência a partir disso”, afirmou.

O dirigente da AtlasIntel comentou ainda o impacto político do episódio no eleitorado bolsonarista. De acordo com ele, a repercussão do áudio entre apoiadores de Flávio Bolsonaro foi mais limitada do que se imaginava.

“A fala do Flávio Bolsonaro não repercutiu de forma tão negativa dentro deste eleitorado”, avaliou Roman. Ele afirmou que muitos apoiadores aceitaram a justificativa apresentada pelo senador, segundo a qual o pedido de recursos tratava de financiamento privado para um projeto cultural privado.

Apesar disso, Roman fez uma ressalva sobre o alcance da reação: “Uma coisa é uma maioria dentro dos eleitores bolsonaristas, outra coisa é o eleitorado como um todo”, ponderou.

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