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Kits médicos enviados pelo Brasil à Venezuela podem atender até 1,5 mil pessoas durante um mês; doações não comprometem estoques do SUS

Kits médicos enviados pelo Brasil à Venezuela podem atender até 1,5 mil pessoas durante um mês; doações não comprometem estoques do SUS

Kits médicos enviados pelo Brasil à Venezuela podem atender até 1,5 mil pessoas durante um mês; doações não comprometem estoques do SUS

O Brasil enviará, na tarde deste sábado (27), um terceiro voo humanitário para a Venezuela com cinco kits de calamidade, que somam 111,8 mil medicamentos e insumos e podem atender cerca de 1,5 mil pessoas durante um mês. A carga também inclui o módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha. Segundo o governo federal, as doações não comprometem o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS).

A operação foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e faz parte da resposta do Brasil aos terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24). Os kits são destinados ao atendimento de emergência e incluem antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, dispositivos para infusão, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras.

Na última quinta-feira (25), dia seguinte aos terremotos, o Ministério da Saúde informou que estava em contato com a Venezuela para enviar ajuda com insumos e pessoal da área da saúde para o país vizinho.

“Desde ontem [quarta] pela noite, seguindo diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fizemos contato com a Opas [Organização Pan-americana de Saúde] e Ministério da Saúde do nosso país vizinho, colocando-nos à disposição para qualquer ação humanitária”, disse o ministro Alexandre Padilha, em publicação nas redes sociais.

Primeiro voo chega à Venezuela

O primeiro voo brasileiro pousou na noite de sexta-feira (26), na Base Militar da Força Aérea Venezuelana El Libertador, em Maracay. A missão levou 44 profissionais de busca e resgate, seis cães farejadores e equipamentos para as operações. Entre os integrantes estão bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, especialistas da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações, que utilizarão analisadores de espectro e antenas direcionais para localizar sinais de celulares sob os escombros.

O segundo voo decolou neste sábado com uma unidade avançada de trauma do hospital de campanha da Marinha do Brasil, 48 militares que atuarão na estrutura e 100 purificadores de água com capacidade de tratar 5 mil litros por dia cada um. Os equipamentos serão doados à Defesa Civil venezuelana.

De acordo com o governo brasileiro, a mobilização é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores e integra o esforço internacional de assistência humanitária à Venezuela, permanecendo à disposição das autoridades venezuelanas e de organismos internacionais para ampliar o apoio conforme as necessidades identificadas.

Ao autorizar a operação, Lula afirmou que seguirá “acompanhando o desenvolvimento dos trabalhos de socorro às vítimas para prestar todo o apoio necessário aos nossos irmãos venezuelanos”.

A tragédia já deixou 920 mortos e 3.360 feridos, conforme o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas.

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