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46º Festival das Cerejeiras no Parque do Carmo será em dois finais de semana

46º Festival das Cerejeiras no Parque do Carmo será em dois finais de semana

46º Festival das Cerejeiras no Parque do Carmo será em dois finais de semana

Contemplação das flores das cerejeiras “Hanami”, shows musicais e culturais, danças folclóricas, taikos (tambores japoneses), exposições culturais, artísticas e culinária japonesa

    Riselda Morais – São Paulo – A 46ª Festa das Cerejeiras será realizada nos dias 24, 25 e 26 e 31 de julho, 01, 02 de agosto, sendo as sextas-feiras das 11h às 17h, sábados e domingos das 9h às 17 h, no Parque do Carmo sito a Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951, Itaquera.
    A festa no Bosque das Cerejeiras no Parque do Carmo é um dos maiores eventos da cultura japonesa no Brasil, é realizada uma vez por ano, tem como atração principal o “Hanami”, contemplação das flores de cerejeira, mas também tem shows musicais e culturais, danças folclóricas, taikos (tambores japoneses),exposições culturais e artísticas e culinária japonesa como mandyu (doce recheado com massa de feijão azuki), yakissoba, udon (macarrão ensopado), sakura moti, tempurá, dorayaki, sushi, temaki, obentô e outras iguarias que são vendidas nas barracas que ficam dentro do parque e próximas ao Bosque das Cerejeiras.
     Outra atração é o Festival das Estrelas “Tanabata”, que é uma tradição milenar japonesa que consiste em escrever os desejos em “tanzaku”, tiras coloridas de papel que serão reunidas na cerimônia de encerramento, levando sonhos, esperança e boas energias às estrelas.
     Organizada pela Federação Sakura e Ipê do Brasil o evento conta com o apoio da Prefeitura de São Paulo e da SPTurismo e atrai milhares de pessoas.
     O Bosque das Cerejeiras do Parque do Carmo tem mais de 4 mil exemplares das espécies yukiwari, himalaia e okinawa plantadas no parque, o gramado em frente à rua do tradicional Bosque das Cerejeiras tem mais de 800 novas mudas da espécie yukiwari, a meta é superar o bosque de Washington, nos Estados Unidos, e assim, se tornar o maior bosque fora do Japão. A contemplação das flores acontece apenas uma vez ao ano, pois a floração dura apenas dez dias, mas antes que as pétalas das delicadas flores se dispersem no ar produzindo um belíssimo espetáculo da natureza, os visitantes podem apreciar a beleza, caminhar entre as árvores Sakura, sentar sob as cerejeiras, sentir as flores e contemplá-las durante um bom período.
     A cerejeira é a árvore símbolo do Japão e tornou-se a marca dos descendentes da comunidade nipônica que vive na região de Itaquera. Todos os anos a comunidade japonesa pratica um ritual, conhecido como “hanami”, caminhar entre as árvores, sentar sob as cerejeiras, sentir as flores e contemplá-las. O bosque também abriga outras espécies como ipês roxos, brancos e amarelos.
Durante o centenário da imigração japonesa no Brasil, o Parque do Carmo ganhou uma obra do artista Kota Kinutani, composta por sete pedras de granito que forma uma mandala, simbolizando o sol e os seis continentes, com as quais as crianças podem interagir ao brincar.
    No Brasil, a festa celebra o cultivo do sakura matsuri (sakurá), flor que possui grande importância para os descendentes, devido à sua forte tradição no Japão. Por aqui o projeto de cultivo foi iniciado em 1974 pelo senhor Matsuba. Ele buscava um terreno no Parque do Carmo para plantar as cerejeiras, com vistas a trazer um pouco de sua cultura às comunidades próximas. Com a ideia e o plano traçado, dirigiu-se ao então prefeito de São Paulo, Mário Covas, para pedir a liberação do terreno. Sensibilizado, o prefeito aprovou o projeto e incentivou a ideia.
A partir daí começou o plantio das cerejeiras no local. No entanto, as sementes, trazidas do Japão, não vingaram no solo brasileiro. Somente depois, com a vinda de mudas da flor de seu habitat natural, iniciou-se o que seria uma celebração anual. Bem mais tarde, fundou-se a Associação das Cerejeiras do Parque do Carmo que abraçou todas as comunidades ao seu redor. Hoje, a Associação deu espaço à Federação de Sakura e Ypê do Brasil.

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