Fery conta os planos para sua nova vida no tênis
O britânico Arthur Fery, 114º do ranking, viu seu status no circuito profissional mudar após uma campanha de sonhos em que entrando como convidado, chegou à semifinal de Wimbledon e foi catapultado a posição de 36º do ranking mundial.
Após perder em sets diretos a semifinal em Londres para o alemão Alexander Zverev, Fery atendeu a imprensa e falou sobre as mudanças que estão por vir.
“Muita coisa vai mudar, com certeza. Vou poder jogar torneios do circuito (ATP) por pelo menos um ano inteiro, e espero que por mais tempo”, confessou ele, que aos 23 anos furara a barreira dos 100 melhores do mundo pela primeira vez.
“Vai ser interessante ver como lido com essa mudança e com tudo o que vem com ela em termos de expectativas: minhas, do público, de todos. Então, sim, já estou pensando nisso. Vai ser um desafio administrar tudo isso, mas já estou ciente disso, e esse é o primeiro passo”, seguiu.
“Tudo ainda é muito recente e vai levar um tempo para eu me acostumar e processar tudo completamente. Mas sim, agora estou mental e fisicamente cansado do torneio. Vou garantir que terei tempo suficiente para recarregar as energias e depois voltarei à quadra para dar o meu melhor em cada partida”, seguiu ele, que já estava de viagem marcada com um grupo de amigos mesmo antes da campanha em Wimbledon.
“Sinto que mostrei meu nível aqui e também no último ano, desde que voltei da lesão, tenho jogado tênis de altíssimo nível. Não sei exatamente se consigo definir meu nível com um número, mas definitivamente me sinto confortável jogando nas chaves principais de Grand Slam e além”, destacou.
Fery contou aos jornalistas que ele e alguns amigos vão passar uns dias de descanso na Grécia e já tem planos para o restante da temporada.
“Vou para os Estados Unidos jogar. Me inscrevi no Masters 1000 do Canadá, mas ainda não sei se vou participar. Está tudo indefinido”, iniciou ele, que está ausente, em razão do ranking desta semana, da lista da chave principal que já está definida. “Depois, pretendo jogar os Masters 1000 de Cincinnati e Winston-Salem e, finalmente, minha primeira chave principal no US Open”, seguiu.
“Quanto aos torneios que ainda não joguei, mas adoraria jogar, estou muito ansioso para jogar na Ásia. Vai ser ótimo. Não sei exatamente quais eventos vou disputar. Com certeza participarei do Masters 1000 de Xangai e, antes disso, de Tóquio e Pequim. Também estou ansioso para voltar à Austrália. Adoro aquele lugar e já joguei na chave principal lá”, concluiu.


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