Do Bronx aceita ‘congelar’ carreira por revanche contra Gaethje
A divisão dos pesos-leves (70 kg) do UFC vive um momento de intensa movimentação de bastidores, mas, para Charles Oliveira, o rumo a seguir está perfeitamente definido. ‘Do Bronx’ mantém firme a sua decisão de recusar qualquer outro confronto intermediário que não seja uma superluta contra o atual campeão da categoria, Justin Gaethje.
Em entrevista exclusiva ao podcast Direto de Vegas, projeto da Ag Fight, o ex-campeão da divisão até 70 kg e atual detentor do cinturão ‘BMF’ (lutador mais ‘casca-grossa’) deixou claro que está disposto a esperar o tempo que for necessário para concretizar o duelo. Mesmo ciente de declarações de Gaethje sobre uma possível aposentadoria ou de um período de inatividade até o encerramento do ano, o brasileiro assegura que a paciência será sua principal aliada na busca pelo topo.
“Eu não tenho pressa nenhuma. Eu estou em busca do título, é isso que eu quero e é a luta a ser feita. Então, se for ano que vem, não tem problema nenhum, a gente fica esperando. […] Eu estou em busca do título e não importa aonde vai ser, eu vou estar pronto. Eu só preciso do contrato, da data e do lugar”, afirmou.
A campanha de Charles ganhou contornos ainda mais ousados após a recente consagração de ‘The Highlight’ no UFC Casa Branca, onde o norte-americano unificou os títulos dos leves ao quebrar a invencibilidade de Ilia Topuria. Através de suas redes sociais, Do Bronx lançou um desafio de proporções inéditas, propondo colocar seu título BMF em disputa direta com o cinturão de Gaethje, sob a premissa de que o vencedor levaria tudo.
Narrativa forte
Para Do Bronx, a narrativa esportiva e o histórico pessoal entre os dois atletas são os principais argumentos para que o Ultimate priorize este casamento de luta em detrimento de novos concorrentes. Os pesos-leves protagonizaram um confronto memorável em 2022, no UFC 274. Naquela ocasião, após o drama de perder o título na balança por apenas 200 gramas, Charles deu a volta por cima ao finalizar o norte-americano no primeiro assalto, embora tenha saído do octógono sem o cinturão devido ao peso aferido.
“Não tem outra luta. Não tem outro nome. A gente tem uma história. Eu fui roubado na balança. Mesmo assim, eu dei a volta por cima. Fui lá, venci e não levei o cinturão para casa. Ele fala em entrevista que ele teve um acidente alguns dias antes da luta e não estava 100%. Então a gente tem uma história. Qual outro nome?”, questionou.
Diante do complexo xadrez comercial que envolve a negociação de um duelo dessa magnitude, o representante da ‘Chute Boxe Diego Lima’ opta por jogar a pressão para a diretoria do UFC, confiante de que seu retrospecto e apelo popular o credenciam como o único desafiante legítimo. Sem pressa e focado exclusivamente em recuperar o trono, o maior finalizador da história da companhia aguarda apenas o sinal verde para tentar fazer história mais uma vez.



