Com junho recorde, rochas ornamentais fecham 2º melhor semestre da história
O setor brasileiro de rochas ornamentais exportou US$ 711,1 milhões no primeiro semestre de 2026, o segundo melhor resultado da história para o período, segundo dados do Centrorochas, a entidade que representa os exportadores do segmento.
A queda de 4,2% sobre 2025 tem uma boa explicação: a base de comparação era o recorde absoluto, os US$ 742,3 milhões exportados na primeira metade do ano passado.
O dado mais relevante, porém, está no mês passado. Junho movimentou US$ 165,2 milhões, alta de 34,1% sobre o mesmo mês de 2025 e o melhor junho já registrado pelo setor.
Os Estados Unidos seguem como o principal destino das rochas manufaturadas brasileiras, com US$ 363,6 milhões no semestre, mas o mercado encolheu 14,5% na comparação anual. É a maior queda entre os grandes compradores de material processado.
Entre os demais destinos de rochas manufaturadas, o Canadá cresceu 20,6% (US$ 10,5 milhões) e o México avançou 1,7% (US$ 27 milhões), enquanto Reino Unido e Itália recuaram 5,8% e 15,9%, respectivamente.
Apesar do recuo dos EUA, a China teve um volume significativo de compras. O país comprou US$ 144,4 milhões em rochas brutas no semestre, alta de 34,6% e recorde histórico para o período, segundo o Centrorochas.
O movimento mostra uma reacomodação dos exportadores de rochas após as políticas tarifárias dos EUA. Enquanto o manufaturado sofre com a retração americana, o bruto ganha espaço puxado pela demanda asiática. Índia (US$ 3 milhões, alta de 23,3%) e Polônia (US$ 1,9 milhão, alta de 33,7%) também bateram recordes de compra de material bruto.
Por material, o quartzito foi o carro-chefe. Foram US$ 428,5 milhões exportados entre janeiro e junho, crescimento de 6,7% e novo recorde. O material já responde por cerca de 60% de tudo o que o setor embarca.
Na direção oposta, o granito caiu 18,4% (US$ 199,7 milhões) e o mármore recuou 26,7% (US$ 35,3 milhões), refletindo a dependência maior desses produtos do mercado americano de bancadas e revestimentos.
ES tem queda maior que a média nacional
Para o Espírito Santo, que concentra a maior parte da produção e do beneficiamento de rochas do país, o semestre foi mais duro que a média nacional. As exportações capixabas somaram US$ 544 milhões, queda de 10% sobre os US$ 604,4 milhões do primeiro semestre de 2025.
O estado respondeu por cerca de 76% das exportações brasileiras no semestre.
No entanto, olhando para períodos anteriores a 2025 – ano de recorde histórico – o resultado é positivo. Mesmo com o recuo deste ano, o patamar de 2026 supera com folga qualquer semestre anterior a 2025.



