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O que o setor de energia quer do próximo governo?

O que o setor de energia quer do próximo governo?

O que o setor de energia quer do próximo governo?

O que o setor de energia espera do próximo governo?

NESTA EDIÇÃO. Encontrar soluções para o curtailment, revisar subsídios e promover o powershoring estão entre as demandas apresentadas pela indústria aos candidatos à presidência.

Temas que ainda precisam ganhar destaque nos discursos dos postulantes.

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Encontrar soluções para os cortes na geração de energia, revisar e eliminar subsídios, além de avançar na regulamentação de políticas que incentivem indústrias intensivas em energia e potenciais consumidoras de energias renováveis são algumas das prioridades que o setor está levando aos candidatos à Presidência da República.

Na quinta-feira (6/8), a Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia Elétrica (Abiape) divulgou uma carta aos presidenciáveis solicitando que a solução para o curtailment seja uma prioridade nos programas de governo nas eleições de 2026.

Com prejuízos calculados em R$ 6 bilhões para os geradores de fontes renováveis em 2025, a entidade apresentou uma agenda com cinco propostas para o período de 2027 a 2030, visando ampliar a segurança jurídica da autoprodução, destravar investimentos e preservar a competitividade da indústria eletrointensiva.

A visão é que a autoprodução é fundamental para a competitividade de setores eletrointensivos como siderurgia, mineração, alumínio, papel e celulose, cimento e química.

A associação não está sozinha. Nas últimas semanas, várias organizações lançaram documentos listando prioridades nesse sentido.

Outra questão recorrente é a preocupação com os encargos que aumentam as tarifas de energia.

Em julho, Abihv (hidrogênio verde), GRA (renováveis), Abrace (consumidores industriais) e Abiape também divulgaram uma carta alertando que o crescimento dos encargos e a instabilidade regulatória têm elevado o custo da energia no país.

Essas quatro entidades representativas de grandes consumidores e investidores do setor elétrico defendem a revisão dos subsídios do setor elétrico e a criação de uma Agenda Nacional de Competitividade Energética.

Elas pedem a revisão dos subsídios do setor elétrico, apontando a expansão da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) como um dos principais fatores que pressionam as tarifas.

Enquanto o Brasil tem uma matriz elétrica majoritariamente renovável que desperta a admiração de economias industriais ainda em processo de descarbonização de seus parques geradores, o país enfrenta o desafio de equilibrar a oferta e a demanda de energia.

A atração de novos — e grandes — consumidores é uma estratégia, porém, há várias peças a serem encaixadas nesse quebra-cabeça.

No final de junho, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou um estudo a Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL) pedindo alinhamento da política industrial com as estratégias de transição energética.

Entre as demandas está a construção de uma estratégia pública e coordenada para estimular o powershoring — termo que combina eletricidade (power) e escoramento (shoring) para designar estratégias da indústria baseadas na oferta de energia.

Extração, beneficiamento e processamento de minerais críticos e terras raras; baterias elétricas; etanol de segunda geração; combustíveis sustentáveis para aviação (SAF) e navegação, além do hidrogênio de baixo carbono, são alguns exemplos de novas cadeias de valor em que o Brasil pode (e deve) se envolver para aproveitar a tendência verde que ganha força no mercado internacional.

Alguns desses setores tiveram políticas públicas aprovadas em 2024. No entanto, aguardam até hoje regulamentação, como é o caso do SAF e do hidrogênio.

Novos combustíveis e biocombustíveis tradicionais também estão entre as oito propostas da Coalizão Clima, Florestas e Agricultura para os candidatos à presidência.

O grupo defende que os biocombustíveis devem permanecer “no centro da estratégia nacional” nas próximas gestões, com aumento de investimentos em inovação, pesquisa e no desenvolvimento de novas rotas.

São destacados como prioridade o biodiesel e o SAF, além da diversificação de matérias-primas, como a macaúba.

Essas demandas começam a surgir nas mensagens dos candidatos à presidência e seus apoiadores em diferentes graus.

Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), expressou a intenção de encerrar a concessão de novos subsídios para a geração de energia elétrica em um eventual quarto mandato do presidente Lula (PT).

Principal oponente de Lula, segundo as pesquisas, Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, pretende organizar a legislação relacionada a questões energéticas e que seu governo não deixará de promover o uso de combustíveis fósseis.

Na terça-feira (4), durante uma sabatina promovida pelo Antagonista e a empresa G4 com Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos (Missão), os candidatos deram indícios dos temas que estão recebendo destaque em suas propostas até o momento.

Santos é o que mais aborda questões de política energética na campanha: renováveis, biocombustíveis e data centers são mencionados como caminhos para o desenvolvimento do Nordeste; e a agroindústria, na qual ele também cita biodiesel e etanol, é apontada como setor-chave a ser incentivado.

Enquanto Caiado destaca os minerais críticos como exemplo da capacidade de atrair investimentos estrangeiros, com base nas iniciativas de Goiás sob sua gestão.

R$ 18,5 bi. Nesta quinta-feira (6/8), o governo oficializou o conselho que supervisionará a aplicação dos R$ 18,5 bilhões em crédito disponibilizados para empresas impactadas pelas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e outros conflitos geopolíticos, como a guerra no Irã.

  • O BNDES terá cinco dias úteis, a partir de hoje, para apresentar a primeira proposta do plano de aplicação dos recursos, que poderão ser direcionados para minerais críticos e fertilizantes, entre outros setores.

Nem o lixo escapa. Os EUA anunciaram a proibição da exportação de resíduos de baterias de íons de lítio e de tungstênio, em mais uma medida para reduzir a dependência da China e garantir o abastecimento de materiais considerados estratégicos para a indústria de defesa. (Exame)

Combustíveis para térmicas do Norte. A ANP iniciou, em julho, uma mobilização junto aos agentes do mercado de combustíveis da região Norte para garantir o abastecimento às térmicas dos sistemas isolados durante o período de seca.

  • O assunto foi uma das pautas da reunião do CMSE na quarta-feira (5/8), que avaliou a segurança do sistema diante das perspectivas de agravamento do fenômeno climático El Niño durante o segundo semestre.

Transparência ambiental. Uma coalizão de organizações ambientalistas divulgou, na quarta-feira (5/8), uma nota técnica com propostas de resoluções para o Conama e o Conselho Nacional de Recursos Hídricos visando aumentar a transparência de dados. O objetivo é tornar acessíveis informações essenciais para a gestão de riscos socioambientais e climáticos.

Cinco países aguardam o resultado das eleições brasileiras para decidir sobre novos aportes no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), apurou o Reset. China, Japão, Coreia do Sul, Canadá e Holanda negociam investimentos. A meta é que o fundo alcance US$ 10 bilhões ainda neste ano.

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