Acidente ou assassinato? Livro reabre investigação sobre a morte de JK 50 anos depois

Acidente ou assassinato? Meio século depois, a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek ainda gera mais perguntas do que respostas. O lançamento do livro “O Código 12”, do jornalista Alex Solnik, pela Editora Matrix, reacende o debate sobre um dos episódios mais sombrios e controversos da história política brasileira.
No dia 22 de agosto de 1976, JK morreu em um acidente de carro na Via Dutra, próximo a Resende (RJ). A versão oficial aponta que o veículo em que o ex-presidente estava colidiu com uma carreta. Mas, desde então, investigadores, jornalistas e historiadores levantam suspeitas de que a morte de JK pode ter sido planejada.
O livro de Solnik reúne documentos, depoimentos e uma investigação jornalística minuciosa sobre as horas que antecederam a tragédia. A obra propõe uma nova leitura sobre as circunstâncias do acidente e questiona pontos que, segundo o autor, permaneceram sem respostas durante cinco décadas.
Por que a morte de JK é um tabu?
Juscelino Kubitschek foi o presidente que construiu Brasília e modernizou o país. Após o golpe militar de 1964, teve seus direitos políticos cassados e viveu no exílio voluntário. Quando retornou ao Brasil, em 1976, sua presença era vista como uma ameaça política ao regime militar que completava 12 anos no poder.
O ex-presidente articulava sua volta à cena política e era cotado como possível candidato ao Senado ou mesmo à Presidência da República nas eleições indiretas. Essa movimentação incomodava setores do governo militar, que viam em JK um símbolo de resistência e um articulador capaz de unificar a oposição.
O acidente ocorreu em circunstâncias suspeitas: o motorista da carreta envolvida na colisão jamais foi devidamente identificado, investigações foram arquivadas sem explicações convincentes, e testemunhas nunca foram ouvidas com profundidade.
O que o livro “O Código 12” revela
Alex Solnik, jornalista com décadas de experiência em investigações políticas, passou anos reunindo provas e cruzando informações para montar o quebra-cabeça da morte de JK. O título “O Código 12” faz referência a um suposto código utilizado nos meios militares para designar a operação que teria resultado na morte do ex-presidente.
Entre os elementos investigados no livro estão:
- Documentos oficiais que teriam sido adulterados
- Depoimentos de testemunhas que nunca foram considerados
- A rota incomum do veículo de JK no dia do acidente
- A identidade nunca revelada do motorista da carreta
- Conversas e articulações políticas nas horas anteriores à morte
50 anos de silêncio
Em 2026, a morte de JK completa 50 anos. O livro de Solnik chega em um momento em que o Brasil revisita os traumas do período militar e busca respostas para perguntas que insistem em ficar sem solução. A obra não apenas reabre a investigação como levanta uma questão essencial para a democracia brasileira: até que ponto a verdade sobre a morte de um ex-presidente ainda pode estar escondida?
Com informações do Brasil 247 e Editora Matrix
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