Haddad: PT e PSDB têm solo comum em SP após apoio de tucanos
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que PT e PSDB têm um “solo comum” apesar da rivalidade histórica entre os partidos. A declaração ocorreu após Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin se reunirem com ex-secretários de governos tucanos, que declararam apoio à candidatura do petista.

Haddad falou com jornalistas na manhã de sábado (29), antes de participar de uma caminhada em Osasco, na Grande São Paulo, acompanhado da ex-ministra Marina Silva (Rede), candidata ao Senado. Ao comentar o apoio dos ex-secretários tucanos, Haddad destacou que a aproximação entre PT e PSDB não é inédita, citando alianças desde 1989.
Histórico de aproximações entre PT e PSDB
Segundo Haddad, os dois partidos estiveram juntos em 1989 para tentar impedir a eleição de Fernando Collor à Presidência. Em 1998, houve apoio ao então governador de São Paulo Mário Covas (PSDB), que disputava a reeleição. Já em 2000, o petista citou a eleição de Marta Suplicy para a Prefeitura de São Paulo, quando PT e setores tucanos estiveram alinhados.
O candidato também mencionou 2022, quando PT e PSDB se uniram para tentar impedir a reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O que eu quis dizer ontem é que PT e PSDB têm divergências programáticas, mas têm um solo comum, muito fértil, muito sólido, que é a soberania nacional, a redemocratização do país, os direitos humanos, o combate à intolerância, o combate ao racismo, a proteção às mulheres”, afirmou.
‘Solo comum’ contra a extrema-direita
Haddad disse ainda que as divergências entre os partidos podem ser deixadas de lado quando esses princípios e valores estão ameaçados. “Nós temos um solo comum. Então, quando a gente vê a extrema-direita, só com base em mentiras, entregar um serviço tão ruim para a sociedade como está acontecendo no Brasil, a gente se une, porque tem uma coisa que é superior às nossas divergências, que são os nossos princípios e os nossos valores”, afirmou.
“Isso tem que ser consignado, porque não é que agora, desde 1989 que isso acontece, quando esses valores estão ameaçados, o campo progressista se une”, completou o candidato.
Pente-fino nas privatizações
Em sua agenda de campanha, Haddad também voltou a afirmar que pretende fazer um “pente-fino” nos contratos de privatização do estado caso seja eleito. Ele citou os setores de transporte sobre trilhos, a Sabesp e o sistema Free Flow como os “três setores mais problemáticos” entre as privatizações do estado.
Segundo o candidato, esses contratos serão revisados. “Transporte sob trilhos, nós vamos passar um pente-fino. Sabesp, vamos passar um pente-fino. E Free Flow são os três contratos mais problemáticos do estado”, afirmou. Haddad destacou que houve aumento de 27% nas falhas do sistema de transporte sobre trilhos após a privatização e que a Sabesp tem registrado aumento de reclamações no Procon.
O apoio de ex-secretários tucanos a Haddad ocorre em um momento de polarização entre o petista e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputa a reeleição. A aliança com setores do PSDB pode fortalecer a campanha de Haddad na busca por votos no eleitorado moderado.
A caminhada em Osasco marcou o primeiro ato público de Haddad após o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que começou na sexta-feira (28). O candidato busca consolidar sua base eleitoral na Grande São Paulo, região estratégica para a disputa ao Palácio dos Bandeirantes.
Com informações de G1 SP
RedeBrasil




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