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O vexame de Augusto Cury (Avante) na entrevista ao Jornal Nacional: o fantástico mundo de um farialimer

O vexame de Augusto Cury (Avante) na entrevista ao Jornal Nacional: o fantástico mundo de um farialimer

O vexame de Augusto Cury (Avante) na entrevista ao Jornal Nacional: o fantástico mundo de um farialimer

O vexame de Augusto Cury (Avante) na entrevista ao Jornal Nacional: o fantástico mundo de um farialimer
Bancada do Jornal Nacional: palco que expôs o despreparo de Augusto Cury (Avante) (Foto: Unsplash)

A internet brasileira amanheceu em festa nesta segunda-feira, mas não por um motivo nobre. O autor de autoajuda Augusto Cury (Avante), que mora com a família em Miami (EUA) e ganha dinheiro vendendo livros de autoajuda no Brasil, sentou-se na bancada do Jornal Nacional na noite de ontem para falar de suas ideias como candidato — e o resultado foi tão desastroso que já entrou para a história dos memes das eleições.

Em poucos minutos de entrevista, Cury conseguiu o que parecia impossível: unir a internet brasileira, da esquerda à direita, em um consenso de que o candidato simplesmente não sabia do que estava falando. A expressão facial de desorientação, as respostas vagas e a incapacidade de articular propostas concretas transformaram a entrevista em material para dias de zuação nas redes sociais.

O fantástico mundo de Cury

Cury é o que se convencionou chamar de "farialimer" — aquele candidato que vive no mundo das ideias abstratas, conselhos motivacionais e defesa dos privilégios dos ricos, mas que nunca pisou numa fila de hospital público, nunca enfrentou o transporte público lotado e parece genuinamente surpreso ao saber que a maioria dos brasileiros não tem acesso a plano de saúde ou ensino bilíngue.

Morador de Miami (EUA), Cury construiu uma carreira vendendo livros de autoajuda para brasileiros — um mercado bilionário que promete" sucesso, riqueza e realização pessoal"" sem nunca mencionar que o ""sucesso "dos autores muitas vezes vem justamente de vender esse sonho para quem não conseguiu realizá-lo pelos meios tradicionais.

Totalmente despreparado

A entrevista ao Jornal Nacional expôs o que muitos já desconfiavam: Cury não tem preparo mínimo para discutir políticas públicas. Questionado sobre propostas concretas para saúde, educação e economia, o candidato recorreu a bordões de autoajuda e frases de efeito que poderiam ser facilmente encontradas em qualquer perfil de Instagram motivacional.

Em determinado momento, ao ser perguntado sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), Cury deixou escapar uma visão que revela seu profundo distanciamento da realidade brasileira: defendeu a redução do papel do Estado na saúde pública, sugerindo que o mercado poderia resolver o acesso da população a hospitais e medicamentos — um discurso que ignora que 70% dos brasileiros dependem exclusivamente do SUS para qualquer atendimento médico.

Defensor dos privilégios

Ao longo da entrevista, ficou claro que a plataforma de Cury é essencialmente uma defesa dos interesses dos mais ricos. Contra o SUS. Contra políticas sociais. Contra a regulação estatal. Um discurso que soa muito bem em jantares nos condomínios fechados de Miami e São Paulo, mas que encontra pouca ressonância entre os brasileiros que enfrentam a realidade do dia a dia.

O contraste é irônico: Cury ganha dinheiro vendendo livros no Brasil, mas escolheu viver nos Estados Unidos. Defende o empreendedorismo como solução para todos os problemas, mas não apresenta nenhuma proposta concreta de como um microempreendedor individual — a mãe solo que vende marmita na esquina — poderia sobreviver sem o apoio de políticas públicas.

Mais um meme, menos um candidato

As redes sociais não perdoaram. No X (antigo Twitter), a entrevista de Cury estampou os trending topics durante toda a noite. Montagens, cortes de vídeo com reações, comparações com personagens de ficção e, claro, a inevitável constatação de que o candidato pode até ser um bom vendedor de livros, mas está muito longe de ser um estadista.

O Brasil das eleições de 2026 já tem seu primeiro grande meme — e, mais uma vez, a internet mostra que, se o candidato não tem conteúdo, o povo brasileiro tem humor de sobra para compensar.

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