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Tarcísio falta a desfile e prioriza campanha eleitoral no 7 de Setembro

Tarcísio falta a desfile e prioriza campanha eleitoral no 7 de Setembro

Tarcísio falta a desfile e prioriza campanha eleitoral no 7 de Setembro

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não participou do desfile cívico-militar de 7 de Setembro realizado nesta segunda-feira (7) no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte da capital. A ausência na tradicional cerimônia da Independência ocorreu porque o governador cumpriu compromissos de campanha ao longo do dia.

Tarcísio falta a desfile e prioriza campanha eleitoral no 7 de Setembro

No lugar de Tarcísio, quem representou o governo paulista no evento foi o vice-governador Felicio Ramuth (MDB). O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também participou do desfile ao lado de Ramuth e de outras autoridades estaduais e municipais. O evento reuniu cerca de 10 mil pessoas, segundo estimativa oficial, entre integrantes das Forças Armadas, forças de segurança, estudantes e entidades civis, marcando os 204 anos da Independência do Brasil.

Campanha substitui agenda oficial

Enquanto o desfile ocorria no Anhembi, Tarcísio cumpria uma agenda de campanha. Pela manhã, o governador participou de um encontro com obreiros da Igreja Mundial do Poder de Deus, no bairro do Brás, na Zona Leste da cidade. À tarde, a agenda previa a participação em um ato político na Avenida Paulista ao lado do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).

A ausência do governador no desfile não passou despercebida. Em ano eleitoral, a decisão de priorizar compromissos de campanha em detrimento de uma cerimônia oficial de grande simbolismo gerou questionamentos sobre a separação entre agenda pública e agenda eleitoral. O desfile de 7 de Setembro é tradicionalmente uma das principais vitrines institucionais do ano, reunindo autoridades dos três poderes.

Ato na Paulista com Flávio Bolsonaro

O ato político na Avenida Paulista, organizado por Flávio Bolsonaro, foi anunciado com a frase “Vamos juntos resgatar o Brasil”. O candidato à Presidência deve usar a manifestação para reforçar críticas ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF), além de reunir aliados e candidatos ao Senado por São Paulo.

Tarcísio, que disputa a reeleição ao governo paulista, tem se aproximado cada vez mais da campanha de Flávio durante o período eleitoral. A presença do governador no ato da Paulista foi incluída na agenda oficial divulgada para esta segunda-feira, evidenciando a aliança política entre os dois.

A escolha de Tarcísio em não comparecer ao desfile ocorre em um momento de acirramento da corrida eleitoral em São Paulo. O governador busca a reeleição em meio a uma disputa que envolve não apenas o cargo estadual, mas também as articulações para a Presidência, já que SP é o maior colégio eleitoral do país e a Avenida Paulista se consolidou como palco de grandes manifestações políticas.

Repercussão e cenário eleitoral

A ausência de Tarcísio no desfile contrasta com a participação de outras autoridades, como o prefeito Ricardo Nunes e o vice-governador Felicio Ramuth, que compareceram ao Anhembi. A decisão do governador de priorizar a campanha em pleno 7 de Setembro deve continuar sendo tema de debate nos próximos dias, especialmente entre os adversários políticos.

Aliados de Tarcísio, no entanto, argumentam que o governador não descumpriu nenhuma obrigação institucional, já que foi representado pelo vice no evento. A agenda paralela de campanha, segundo eles, faz parte do jogo democrático em ano eleitoral e não compromete o respeito do governador às instituições.

Do outro lado, críticos apontam que a escolha reforça a imagem de um governador que prioriza o palanque eleitoral em detrimento das obrigações cerimoniais do cargo. A oposição deve explorar o episódio durante a campanha, associando a ausência a uma suposta falta de compromisso com as tradições cívicas do estado.

O desfile de 7 de Setembro em São Paulo, que originalmente celebra a Independência do Brasil, tornou-se neste ano, mais uma vez, palco de embates políticos indiretos. Enquanto o governo estadual era representado pelo vice, o governador estava em campanha — um reflexo claro de como as eleições de 2026 já pautam cada movimento dos candidatos.

Com informações do G1 São Paulo

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