×

PSOL denuncia violência da PM em panfletagem no metrô de SP

PSOL denuncia violência da PM em panfletagem no metrô de SP

PSOL denuncia violência da PM em panfletagem no metrô de SP

Uma apoiadora do PSOL, de 33 anos, denunciou uma abordagem violenta da Polícia Militar durante uma panfletagem na saída da estação Vila Sônia, na Zona Sul de São Paulo, na tarde de terça-feira (8). O caso ocorre em meio ao período eleitoral e levanta discussões sobre a atuação policial durante atividades de campanha.

Abordagem e imobilização

Segundo a denúncia, a mulher estava em uma bancada com materiais de campanha da Bancada Feminista e do candidato Guilherme Cortez, do PSOL, quando policiais se aproximaram. Ela afirma que foi cercada por agentes, imobilizada no chão e algemada sem entender o motivo.

Um vídeo gravado por uma testemunha mostra a mulher com o rosto no chão, imobilizada por ao menos três policiais enquanto outros quatro agentes a cercam. Os materiais de campanha dos candidatos também foram apreendidos durante a ação.

Duas versões para o mesmo fato

No boletim de ocorrência, a mulher afirma que desconhece o motivo da abordagem e diz acreditar ter sido vítima de transfobia. Ela foi encaminhada ao 89º Distrito Policial, onde o caso foi registrado como desobediência.

Já a versão das policiais que participaram da ocorrência é diferente. Em depoimento, elas disseram que estavam em patrulhamento pela Operação Delegada, cuja função inclui a fiscalização de ambulantes e do comércio ilegal. Segundo as agentes, elas pediram “educadamente” que a mulher movesse a bancada para um canto, para não obstruir a passagem e o fluxo de pedestres na estação.

Ainda de acordo com o relato das policiais, a mulher se recusou a atender ao pedido e a informar sua identidade. Elas afirmaram ainda que a mulher resistiu à abordagem e que, por isso, foi necessário “o uso moderado de força e de algemas”.

Posição da Secretaria de Segurança

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que a mulher “foi conduzida pela Polícia Militar ao 89° DP (Jardim Taboão) após abordagem de fiscalização da Operação Delegada, na Avenida Professor Francisco Morato”.

Em nota, a pasta disse que “ela desobedeceu a uma orientação para mover uma bancada que atrapalhava o fluxo de pedestres em uma calçada”. Após o registro do boletim de ocorrência, ela foi liberada com os materiais de campanha que carregava.

Contexto eleitoral

A abordagem ocorre em um momento delicado da campanha eleitoral em São Paulo, onde a atuação das forças de segurança tem sido alvo de debates. O PSOL deve protocolar representações contra a conduta dos policiais envolvidos. O partido classifica a ação como abuso de autoridade e perseguição política contra uma militante que exercia seu direito de fazer campanha em local público.

Casos semelhantes de abordagens policiais durante atividades políticas têm gerado preocupação entre partidos de esquerda, que apontam um suposto uso político da PM em período eleitoral. A Ouvidoria das Polícias de São Paulo deve acompanhar o caso.

Com informações do G1

RedeBrasil

Publicar comentário