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Ato na Paulista: Flávio e Tarcísio convocam apoiadores

Ato na Paulista: Flávio e Tarcísio convocam apoiadores

Ato na Paulista: Flávio e Tarcísio convocam apoiadores

A campanha do 2º turno ganhou um novo capítulo em São Paulo. O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), convocaram apoiadores para um ato na Avenida Paulista. Segundo o Poder360, a manifestação integra a mobilização de Flávio para a votação de 25 de outubro.

A convocação foi divulgada nesta terça-feira (13), em vídeo publicado nas redes sociais do senador. “Vai ser uma grande festa. A arrancada final para a vitória neste 2º turno”, afirma Flávio na gravação.

Na mesma peça, o candidato aparece ao lado de Tarcísio e de Nunes. O vídeo não informa a data do ato. A falta dessa informação deixa espaço para a campanha ajustar o calendário na reta final.

A escolha do endereço tem peso simbólico. A Avenida Paulista é o palco tradicional das grandes manifestações políticas de São Paulo. Nos últimos anos, a via recebeu atos de campos opostos, o que transformou o local em termômetro da disputa nacional.

Ato na Paulista repete o palco usado por Lula

A manifestação de Flávio ocorre no mesmo lugar onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um ato no domingo (11). Naquele dia, a mobilização ocupou 7 quarteirões da Avenida Paulista.

O evento reuniu milhares de apoiadores do petista. Também participaram movimentos sociais, organizações estudantis e grupos de fãs de artistas. Como os dois atos usam a mesma avenida, a comparação de público deve dominar o noticiário nos próximos dias.

Entre os participantes do ato do domingo estavam representantes de movimentos sociais e de organizações estudantis, além de grupos de fãs de artistas. A mistura indica a tentativa de Lula de ampliar a base para além do eleitorado tradicional do PT.

1º turno teve a menor diferença desde 1989

Flávio terminou o 1º turno com 47,03% dos votos válidos, o que equivale a 56,1 milhões de votos. Lula ficou com 45,16%, ou 53,9 milhões. A diferença de 1,87 ponto percentual é a menor registrada em um 1º turno presidencial desde a redemocratização, em 1989.

O resultado apertado explica a aposta das duas campanhas nas ruas. Cada voto conquistado na reta final pode definir a eleição. Por isso, os atos políticos ganharam espaço central na estratégia dos candidatos.

No 2º turno, apenas os dois candidatos mais votados seguem na disputa. A votação está marcada para 25 de outubro, em todo o país.

Tarcísio e Nunes entram na disputa pela capital

O governador Tarcísio de Freitas comanda o estado mais populoso do país. O prefeito Ricardo Nunes administra a maior cidade brasileira e mantém uma rede de aliados distribuída pelas subprefeituras da capital.

A entrada dos dois no vídeo sinaliza que a campanha de Flávio aposta na estrutura do governo estadual e da prefeitura para mobilizar eleitores. Os dois podem ajudar a transformar os atos em demonstrações de força na capital paulista.

Campanha de Lula aposta na “virada”

A campanha de Lula intensificou a mobilização nas ruas no último fim de semana. As manifestações ocorreram em diferentes cidades do país sob o discurso da “virada” eleitoral.

Além do ato na Paulista, apoiadores se reuniram em Copacabana, no Rio de Janeiro, na segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. Também houve registros de manifestações em capitais como Curitiba, Belo Horizonte e Vitória.

Em São Paulo, os aliados do petista tentam ampliar o apoio entre lideranças regionais. Na segunda-feira, a ala do MDB do Norte e do Nordeste declarou apoio a Lula no 2º turno.

O que observar daqui para frente

São Paulo concentra o maior colégio eleitoral do país. Por isso, o desempenho nas ruas da capital costuma influenciar a leitura política de todo o estado e do restante do Brasil.

Os próximos dias devem trazer novas agendas públicas dos dois candidatos. O ato na Avenida Paulista funciona como teste de mobilização para a reta final.

A resposta das ruas vai mostrar qual campanha chega com mais força à votação de 25 de outubro. Até lá, os atos na capital devem seguir no centro do debate eleitoral.

Avenida Paulista: palco das grandes manifestações

A Paulista tem estações de metrô ao longo do trajeto. Isso facilita a chegada de público de várias regiões da cidade. Por isso, os organizadores escolhem o endereço quando querem projetar força política.

Nesse tipo de evento, a comparação de público virou uma disputa à parte. Os dois campos publicam estimativas próprias, e a diferença costuma render dias de debate nas redes sociais.

A agenda da reta final

Até o momento, a campanha de Flávio não informou a data nem o horário do ato. Nos próximos dias, a mobilização deve seguir concentrada nas redes sociais e nos encontros regionais.

O calendário eleitoral tem uma única data definida: a votação do 2º turno, em 25 de outubro. Tudo o que as duas campanhas fizerem até lá serve para conquistar os eleitores ainda indecisos.

Com informações do Poder360.

RedeBrasil

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