Carta aos evangélicos: campanha de Lula prepara textos
O presidente do PT e coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (13) que o petista pretende assinar cartas dirigidas a evangélicos e a católicos. A informação foi publicada pelo Poder360.
“Tem várias iniciativas de cartas que o presidente deve assinar. Estamos conversando sobre o conteúdo, mas tem uma carta aos evangélicos e outra aos católicos”, disse Edinho.
A divulgação do primeiro texto, voltado ao público evangélico, deve ocorrer ainda nesta semana. A segunda carta, destinada aos católicos, segue em elaboração.
Carta aos evangélicos tem precedente em 2022
Não é a primeira vez que Lula recorre a esse tipo de documento. Em 2022, o então candidato lançou uma “carta-compromisso com os evangélicos”. O texto daquele ano garantia liberdade de culto e descartava o fechamento de igrejas.
Agora, segundo Edinho, a intenção é abrir um canal de diálogo com os setores religiosos. “É uma carta para a campanha trabalhar o diálogo com esses setores. Foi uma iniciativa dos próprios movimentos sociais. Os movimentos sociais pediram, o texto estava a ser elaborado e o presidente pediu para revisar várias coisas”, afirmou o presidente do PT.
PT tenta se aproximar do eleitorado religioso
O eleitorado evangélico é historicamente mais alinhado à direita e ao bolsonarismo. Ainda assim, o PT vem tentando reduzir a distância nesse segmento.
Em 17 de setembro, o partido lançou o panfleto “O Brasil que Cuida das Famílias”. O material reúne temas como fé, esperança, justiça social e liberdade, numa tentativa de dialogar com as igrejas.
A aposta faz parte da leitura interna de que o 2º turno exige ampliar a base de apoio. Uma parcela relevante do eleitorado brasileiro se identifica com igrejas evangélicas e católicas, o que explica a atenção da campanha ao tema.
Agenda de Lula inclui Minas, Maranhão, Rio e São Paulo
Edinho Silva também detalhou a agenda prevista para os dias que antecedem a votação. Lula deve visitar Juiz de Fora e Ipatinga, em Minas Gerais, além do Maranhão, do Rio de Janeiro, com foco na Baixada Fluminense, e de São Paulo.
Pernambuco e Bahia aparecem entre os possíveis destinos. Já a região Norte ainda depende de definição. Uma reunião com lideranças do Norte está marcada para esta quarta-feira (15).
“Estamos conversando e amanhã teremos uma reunião só com as lideranças da região Norte para ver que tipo de agenda construímos. Mas teremos ação direcionada para o Norte, principalmente para a Amazônia”, disse Edinho.
Rio de Janeiro e São Paulo serão os destinos da véspera do 2º turno, marcado para 25 de outubro. A escolha reforça o peso dos dois maiores colégios eleitorais do país na reta final.
O calendário até a votação
Faltam menos de duas semanas para o 2º turno. Nesse período, as campanhas costumam concentrar esforços nos estados com maior número de eleitores. Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro estão entre os principais alvos.
As cartas e os atos públicos funcionam como peças dessa estratégia. A campanha quer transformar cada evento em conteúdo para as redes sociais e para os grupos de mensagem.
O que esperar daqui para frente
A expectativa é que as cartas sejam divulgadas nos próximos dias, junto com os eventos da agenda. O conteúdo final ainda pode mudar, já que o próprio Lula pediu revisões no texto.
Em São Paulo, a campanha petista também tenta ampliar alianças fora do PT. O apoio de Lula já repercute em outras disputas, como mostra a disputa pela vaga aberta no Senado.
Nos próximos dias, o diálogo com as igrejas e a agenda regional devem definir o tom da reta final. A votação de 25 de outubro decide o próximo presidente do Brasil.
Como está a disputa no 2º turno
Flávio Bolsonaro terminou o 1º turno com 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56,1 milhões de votos. Lula ficou com 45,16%, ou 53,9 milhões. A diferença de 1,87 ponto percentual foi a menor em um 1º turno presidencial desde 1989.
O cenário apertado obriga as duas campanhas a disputar cada segmento do eleitorado. Por isso, as igrejas entram no centro da estratégia petista nesta reta final.
Por que o voto religioso pesa
As igrejas evangélicas cresceram no país nas últimas décadas e hoje reúnem milhões de fiéis. Os católicos seguem como o maior grupo religioso do Brasil.
Em 2022, o tema religioso ocupou parte do debate eleitoral e chegou a pautar a campanha do 2º turno. O PT tenta agora retomar o diálogo com esse público antes da votação.
O que as cartas devem dizer
Edinho não detalhou o conteúdo final dos textos. Afirmou apenas que o material passa por revisão e que os movimentos sociais participaram da elaboração.
A carta de 2022 tratava de liberdade de culto e de compromissos com pautas das igrejas. A expectativa é que o novo documento siga linha parecida, mas o conteúdo ainda não foi divulgado.
Com informações do Poder360.
RedeBrasil



Publicar comentário