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Lufthansa assume a TAP e conclui 1ª fase da privatização

Lufthansa assume a TAP e conclui 1ª fase da privatização

Lufthansa assume a TAP e conclui 1ª fase da privatização

O governo de Portugal anunciou que a alemã Lufthansa será a nova acionista da TAP. A decisão encerra a primeira fase da privatização da TAP, a companhia aérea portuguesa. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Luís Montenegro após a reunião do Conselho de Ministros desta quarta-feira.

Lufthansa vence a privatização da TAP

Montenegro afirmou que o processo foi conduzido com rigor concorrencial e transparência perante os portugueses. Segundo ele, a proposta da Lufthansa foi escolhida porque a oferta financeira é 16% superior à do concorrente. O governo também citou o menor grau de incerteza da proposta alemã.

A operação garante um encaixe de 1.201 milhões de euros nesta primeira fase. O Estado português mantém a posição majoritária de 50,1% na empresa. À Lufthansa caberá a gestão executiva e operacional da TAP. A valorização total da companhia chega a 2.552 milhões de euros.

Montenegro disse que a decisão representa uma valorização muito acima das avaliações independentes feitas há alguns anos. Ele também falou de uma estratégia ambiciosa para o setor da aviação em Portugal.

No fim de setembro, a Air France-KLM e a Lufthansa entregaram as propostas finais. As ofertas eram para a compra de 44,9% do capital da TAP. O processo é gerido pela Parpública, a empresa que administra as participações do Estado português.

A Lufthansa já controla companhias aéreas na Áustria, na Suíça e na Bélgica. A entrada na TAP ampliaria a presença do grupo alemão no sul da Europa. A venda representa a volta da companhia portuguesa ao setor privado em uma operação por etapas.

Investimentos e empregos previstos

A proposta prevê uma série de investimentos em Portugal. O plano inclui 500 milhões de euros para uma nova escola de pilotos em Tancos. Também estão previstos um centro de inovação em Aveiro e um centro de serviços corporativos. A Lufthansa Técnica já tem investimento confirmado em Santa Maria da Feira.

Montenegro fala em crescimento da frota, dos passageiros e dos destinos. Ele cita ainda o aumento das ligações e do investimento em toda a área aeronáutica do país. O governo projeta cerca de 3 mil empregos associados. Somando os postos diretos e indiretos, o total chega a 5.500 empregos.

O aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, é a base estratégica da operação. O plano cita ainda investimentos nos aeroportos de Faro e das Regiões Autônomas.

O caminho até a privatização

A TAP é a companhia aérea de bandeira de Portugal e liga o país à Europa, ao Brasil e à África. O Estado português assumiu o controle da empresa em 2020, durante um plano de reestruturação aprovado pelas autoridades europeias. Desde então, o governo buscava um investidor privado para dividir a gestão.

A venda vinha sendo negociada há meses. A Parpública conduziu o processo e avaliou as duas propostas finais. A escolha da Lufthansa põe fim à primeira etapa e abre a fase de negociação do contrato definitivo.

O que esperar daqui para frente

A privatização ainda não está concluída. O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, havia adiantado que o processo só termina entre 18 e 24 meses. A previsão é que a conclusão ocorra em 2028, após a autorização da Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia.

O decreto-lei da privatização reserva 5% do capital para os trabalhadores. Existe a possibilidade de a Lufthansa ficar com a parcela que não for comprada pelos funcionários. O restante continuará com o Estado português.

A TAP enfrenta dificuldades financeiras. A companhia registrou prejuízo de 99,2 milhões de euros no primeiro semestre de 2026. O resultado representa uma piora de 40% em relação ao ano anterior. O custo do combustível pressionou as contas da empresa. A imprensa econômica portuguesa já havia noticiado o agravamento no meio do ano.

O setor aéreo europeu vive um momento delicado com os custos de energia. Países do continente ainda sentem os efeitos do preço do combustível. A Europa já pagou 197 bilhões de euros à Rússia em energia, segundo levantamentos recentes. Os detalhes da operação estão na cobertura da Euronews.

Com informações de Euronews

RedeBrasil

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