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Tifanny recorre à Justiça para jogar a Supercopa

Tifanny recorre à Justiça para jogar a Supercopa

Tifanny recorre à Justiça para jogar a Supercopa

A jogadora Tifanny não desistiu de entrar em quadra na Supercopa de vôlei feminino, marcada para esta sexta-feira (16), às 21h, em São Luís, no Maranhão. A atleta protocolou nesta quinta-feira (15) um Mandado de Garantia com pedido de liminar no Tribunal de Justiça Desportiva da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). O objetivo é liberar a escalação dela pelo Osasco São Cristóvão Saúde na decisão contra o Dentil Praia Clube.

Inscrição aparece como pendente no sistema da CBV

A Supercopa é a primeira competição nacional disputada no país depois da publicação da nova política de elegibilidade da CBV, divulgada em agosto. Na ocasião, como o Campeonato Paulista já havia começado, Tifanny pôde atuar normalmente pela equipe paulista.

Dias depois da política, a CBV publicou o regulamento específico da Supercopa e também da Superliga, com as novas regras de elegibilidade. Em 25 de setembro, a inscrição de Tifanny nas duas competições foi feita pela diretoria do Osasco. Na tarde desta quinta-feira, a situação dela apareceu como pendente no sistema da confederação, pelo fato de não comprovar a elegibilidade para a categoria solicitada.

O caso reacendeu a discussão sobre a participação da atleta em torneios nacionais. Tifanny defende o Osasco há várias temporadas e é uma das principais atacantes da equipe na disputa pelo título.

Defesa alega decisão fora do prazo

A defesa da atleta sustenta que a decisão foi tomada fora do prazo regulamentar, fixado para as 18h do dia 14 de outubro. Segundo os advogados, a mudança de status ocorreu depois do limite previsto no calendário da competição.

Não é a primeira vez que o caso vai parar na Justiça Desportiva. No início de setembro, Tifanny já havia apresentado outro Mandado de Garantia. Naquele momento, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva entendeu que não existia um ato concreto da CBV capaz de impedir ou restringir a participação da atleta em competições nacionais.

O entendimento anterior não encerrou o impasse. A publicação dos regulamentos específicos deu base para que a confederação voltasse a analisar a situação, o que levou a nova corrida jurídica às vésperas da decisão.

Decisão pode sair horas antes da final

O pedido de liminar corre contra o relógio. A Supercopa está marcada para as 21h desta sexta-feira, no ginásio em São Luís, e uma resposta da Justiça Desportiva deve sair a qualquer momento. Se a liminar for negada, Tifanny fica fora da primeira competição nacional do calendário.

O duelo entre Osasco e Praia reedita a final da última temporada e abre a temporada 2026/27 do vôlei brasileiro. Os dois clubes estão entre as principais forças da modalidade e chegam a São Luís com elencos reformulados para a nova janela de contratações. A decisão do título colocou Praia e Osasco frente a frente mais uma vez.

Ao mesmo tempo, a definição do caso tende a criar um precedente para a Superliga, que começa nos próximos dias com a mesma política de elegibilidade em vigor. A resposta da Justiça Desportiva deve indicar como a CBV vai tratar situações semelhantes ao longo da temporada.

A Supercopa abre o calendário nacional e reúne os campeões da temporada anterior. A partida acontece no Maranhão, fora do eixo tradicional do vôlei, e marca a primeira decisão do ano entre as duas equipes mais regulares do país.

Com informações do Web Vôlei

RedeBrasil

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