Superliga feminina: Fluminense vence Londrina na estreia
O Fluminense venceu a Sancor Londrina por 3 sets a 2 na noite desta terça-feira (20/10), no Ginásio da Hebraica, no Rio de Janeiro, na estreia das duas equipes na Superliga feminina de vôlei 2026/2027. As parciais foram 25-17, 20-25, 25-16, 20-25 e 15-10.
O jogo durou pouco mais de duas horas e exigiu do time carioca uma reação no tie-break. O Tricolor abriu vantagem, viu as paranaenses empatarem duas vezes, mas voltou a impor o ritmo no set decisivo.
Para vencer, o Fluminense precisou superar uma atuação individual rara. A meio de rede hondurenha Ana Marcelin marcou 26 pontos pelo Londrina, sendo 11 deles no bloqueio.
Fluminense na Superliga feminina se apoia em Bianca Bertolino
Se Ana Marcelin brilhou do outro lado, a ponteira argentina Bianca Bertolino sustentou o ataque tricolor. Ela liderou o Fluminense com 22 pontos, sendo 20 no ataque, com 43% de aproveitamento.
O prêmio VivaVôlei ficou com Aline Segato, autora de 14 pontos. Ela se emocionou ao receber a honraria do primeiro jogo em casa na temporada.
O técnico Facundo Morando escalou Pri Heldes, Ariane, Aline Segato, Bianca Bertolino, Gabi Martins, Valquíria e Gabi Santin. Entraram Natália, Betina, Ana Medina, Camila Paracatu e Júlia de Paula.
O bloqueio de Ana Marcelin e o susto no ginásio
Os 11 pontos de bloqueio de Ana Marcelin colocaram o Londrina na briga até o fim. A hondurenha explorou o tempo de bloqueio das centrais e virou o principal problema defensivo do Fluminense.
Mesmo assim, o time carioca manteve o saque agressivo nos momentos decisivos. No tie-break, o Fluminense abriu três pontos de frente e não foi mais alcançado.
O Londrina também teve Vitória Parise e Kira Holt entre as titulares. O técnico Aldori Júnior rodou o banco com Carol Grossi, Mikaella, Luiza Vicente e Rebeca.
Como funciona o tie-break na Superliga feminina
No vôlei, o quinto set é disputado em 15 pontos, sempre com dois de vantagem mínima. Quem chega primeiro a 15 com essa margem fecha a partida.
A regra explica por que tantos jogos da rodada de abertura foram decididos no detalhe. O desempate premia quem mantém a regularidade no saque e reduz o erro não forçado.
No caso do Fluminense, o 15-10 do tie-break veio após um começo de set controlado. O time carioca converteu os primeiros ataques e obrigou o Londrina a arriscar mais.
O que a rodada de abertura da Superliga feminina mostrou
Outros resultados da rodada confirmaram o equilíbrio da competição. O Gerdau Minas bateu o Brusque por 3 sets a 2, em duelo decidido apenas no tie-break.
O Sesi Bauru passou pelo Batavo Mackenzie por 3 a 0. O Sesc RJ Flamengo venceu o Paulistano Barueri sem perder set, com parciais confortáveis em todos os períodos.
Já o Osasco São Cristóvão Saúde atropelou o Brasília por 3 a 0. O resultado veio na esteira da liberação provisória de Tifanny, que reforçou o time paulista na abertura.
Os próximos jogos de Fluminense e Londrina
O Londrina volta à quadra na segunda-feira (26/10), às 18h30, contra o Sesi Bauru, no Ginásio Moringão, em Londrina. A partida terá transmissão do SporTV 2.
O Fluminense enfrenta o Sesi Bauru na sexta-feira (30/10), às 21h, na Arena Paulo Skaf, em Bauru. A segunda rodada também terá transmissão do SporTV 2.
O duelo entre os dois times que estrearam no Rio volta a acontecer apenas no segundo turno. Até lá, cada equipe terá pela frente uma sequência pesada de jogos.
Formato e calendário da competição
A Superliga feminina 2026/2027 reúne as principais forças do vôlei nacional em turno e returno. Ao fim da fase classificatória, as melhores equipes avançam aos playoffs.
O calendário apertado obriga as equipes a rodar o elenco e administrar o desgaste. Por isso, estreias com cinco sets servem de alerta para comissões técnicas que trabalham com grupos curtos.
Para o Fluminense, a vitória em casa vale mais do que dois pontos na tabela. O time ganha confiança para a sequência fora de casa e confirma a força do grupo montado para a temporada.
O saque como arma decisiva
Na Superliga feminina, o saque costuma definir o ritmo de todo o jogo. Um saque forte desorganiza a recepção e impede que a levantadora acione as centrais com precisão.
Contra o Londrina, o Fluminense alternou o saque flutuante e o viagem ao longo dos sets. Nos dois períodos que venceu com folga, o time carioca quebrou a recepção paranaense logo nos primeiros pontos.
Quando o saque perdeu agressividade, Ana Marcelin apareceu no bloqueio e o Londrina cresceu. As parciais de 25-16 e de 25-17 mostram exatamente o oposto disso.
O vôlei feminino carioca e o Ginásio da Hebraica
O Rio de Janeiro segue como um dos principais polos do vôlei feminino no país. Clubes cariocas formam atletas que abastecem as seleções de base há décadas.
O Ginásio da Hebraica recebeu a estreia com boa presença de público. A estrutura do local é conhecida por aproximar a torcida da quadra, o que costuma pesar nas partidas equilibradas.
Com informações de Web Vôlei
RedeBrasil



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