‘Pênalti é condição de mandar ou ser mandado e Andreas é dono de Itaquera’
Andreas Pereira no momento do pênalti em jogo entre Corinthians e Palmeiras (Foto: Reprodução)
A repercussão da atitude de Andreas Pereira ao pisar na marca de pênalti da Neo Química Arena antes da cobrança feita por Memphis, que resultou em erro durante a partida entre Corinthians e Palmeiras, gerou intensas discussões sobre a dinâmica de liderança e obediência em um dos momentos mais cruciais do futebol.
O psicólogo esportivo Geir Jordet, renomado por suas pesquisas há mais de duas décadas dedicadas exclusivamente aos pênaltis, aborda em seu livro intitulado “Pressão”, lançado em português no ano passado pela editora “Livros de Valor”, diversos aspectos que envolvem a marcação e a execução dessa jogada decisiva.
Jordet destaca a importância de comandar e ser comandado, mencionando a responsabilidade dos jogadores da equipe favorecida pelo pênalti em cuidar da marcação no gramado. Em certos times, há até mesmo a designação de um jogador específico para essa tarefa, enquanto um cobrador falso segura a bola afastado da confusão até a cobrança oficial.
Quando a equipe que tem a oportunidade de conduzir a situação durante a cobrança não o faz, estatisticamente, os pênaltis têm menor chance de serem convertidos. Andreas percebeu essa brecha e interferiu, arriscando receber um cartão amarelo, caso fosse observado por Raphael Claus.
A pressão envolvendo as cobranças de pênalti em partidas decisivas intensifica o nervosismo dos jogadores, como foi evidenciado no recente Dérbi. Nas últimas cinco cobranças, apenas uma resultou em gol, representando um aproveitamento de 20%.
Embora a conduta de Andreas Pereira não tenha sido apropriada, é importante notar que o jogador assumiu o risco da punição em campo. Ampliar a discussão para além desse contexto seria exagerado.
O artigo original ‘Pênalti é condição de mandar ou ser mandado e Andreas é dono de Itaquera’ foi publicado inicialmente em Nosso Palestra.



