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Profissionalismo na Gestão Pública: foco é dever institucional

Profissionalismo na Gestão Pública: foco é dever institucional

Profissionalismo na Gestão Pública: foco é dever institucional

A eficiência da gestão pública não se avalia pela quantidade de compromissos assumidos, mas sim pela coerência das decisões tomadas. A teoria da administração é clara: o foco é um recurso estratégico. Peter Drucker alertava que a principal responsabilidade do gestor é definir o que não fazer. Stephen Covey diferenciava o urgente do importante. Ambos concordam que a dispersão compromete os resultados.

No setor público, essa abordagem assume uma importância ainda maior. O tempo dos gestores é financiado pelos contribuintes. Reuniões sem um propósito claro, convocações que não se alinham com o planejamento estratégico e demandas tratadas apenas como urgentes representam um desperdício de recursos institucionais.

Uma boa prática administrativa requer uma agenda clara, decisões esperadas e responsabilização. Se um problema pode ser resolvido com uma comunicação direta, não deve consumir horas de trabalho coletivo. A recorrência de problemas indica uma falha no processo, não um excesso de trabalho. A abordagem moderna da gestão orientada por processos (BPM) e a busca pela melhoria contínua mostram que resolver estruturalmente é mais eficaz do que lidar com crises repetidas.

O papel da liderança pública não é resolver tudo centralizadamente, mas estabelecer sistemas que operem com autonomia, clareza nas responsabilidades e prestação de contas. Isso é governança.

Proteger a agenda não é um luxo, mas sim uma técnica gerencial. É um sinal de respeito ao princípio constitucional da eficiência.

Ser profissional na administração pública é um dever republicano: foco, método e responsabilidade em cada decisão tomada em nome da sociedade.

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Anselmo Laranja
Juiz de Direito
Secretário-Geral do TJES