Aldo Rebelo critica STF e explica saída do PCdoB em entrevista em Guarulhos
Pré-candidato defendeu mudanças constitucionais para limitar decisões monocráticas e estabelecer mandatos para ministros da Corte
O pré-candidato à Presidência da República Aldo Rebelo, atualmente filiado ao Democracia Cristã, concedeu entrevista nesta quinta-feira (14) ao Consórcio Jornalismo Guarulhos, em Guarulhos, onde criticou o Supremo Tribunal Federal, defendeu uma agenda nacionalista e comentou sua saída do Partido Comunista do Brasil.
A entrevista foi realizada na TBL Comunicação, no Bom Clima, com apresentação de Roberto Samuel e Jéssica Silva, além da participação de jornalistas de veículos da região, entre eles Wellington Alves, do GRU Diário.
Durante a sabatina, Aldo Rebelo afirmou que sua mudança partidária ocorreu por divergências com a agenda atual de parte da esquerda brasileira. Segundo ele, suas convicções nacionalistas permanecem, mas houve afastamento em relação às chamadas pautas identitárias.
“A luta pela igualdade passou a adotar uma agenda da diferença”, declarou o pré-candidato ao comentar o tema.
Rebelo afirmou respeitar movimentos ligados ao combate ao racismo e à defesa dos direitos das mulheres, mas disse considerar necessária uma agenda política voltada à união nacional. Ao falar sobre as eleições de 2026, o ex-ministro rejeitou o rótulo de “terceira via” e afirmou que pretende representar uma “primeira via”, defendendo que ainda há espaço para crescimento eleitoral.
O pré-candidato também destacou sua trajetória política e afirmou possuir uma “biografia limpa”, sem condenações ou processos judiciais.
Na área institucional, Aldo Rebelo criticou a atuação do STF e defendeu mudanças constitucionais para limitar decisões monocráticas e estabelecer mandatos para ministros da Corte. Segundo ele, caso eleito, pretende apresentar uma proposta de reforma constitucional chamada por ele de “Emendão”, voltada à redefinição das competências do Supremo.
Durante a entrevista, Rebelo também defendeu:
- redução de entraves burocráticos para infraestrutura e mineração;
- fortalecimento da autoridade do professor em sala de aula;
- ampliação do esporte e da música na educação;
- conciliação entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico;
- maior atuação federal no combate ao crime organizado.


/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/H/3/JA7l59ROqUv2eusWAkxA/canva-73-.jpg)
