Bacelarismo: Por que Guarulhos está fora do espetáculo chamado vôlei feminino?
Cidade teve uma representante em quadra na grande final da Superliga neste domingo, mas tem potencial para mais
Domingo de manhã. Ibirapuera. Ginásio lotado. Um cartão-postal paulista dominado por dois times… mineiros: Praia Clube x Minas. Um jogaço! Embora, o time de Uberlândia tenha vencido o confronto com uma facilidade que, talvez, nem as jogadoras imaginavam: 3 sets a 0 (29/27, 25/21 e 25/13).
Até aí, tudo bem. Não é de hoje que Minas Gerais domina o voleibol nacional – em ambos os gêneros.
Mas não tem como fugir da pergunta: Por que Guarulhos abre mão de ser protagonista no voleibol feminino brasileiro?
A modalidade é um sucesso na cidade. Nos últimos anos, a equipe masculina foi semifinalista da Superliga e campeã paulista. Agora, em 2026, passou para os playoffs da principal competição do país mais uma vez. E os bons resultados acontecem nos mais variados moldes de parcerias: com clube de massa (Corinthians), grande empresa (Vedacit) e, agora, com casa de apostas (BateuBet).
É difícil imaginar que um time feminino não empolgaria igual ou mais os guarulhenses. Para se ter uma ideia, os ingressos para a final feminina da Superliga 2025/2026 se esgotaram muito antes dos vendidos para a decisão masculina.
Desde a consolidação do vôlei masculino na cidade, Guarulhos teve nomes como Serginho, Marcelinho, Sandro e Sidão (para ficar apenas em alguns). Ou seja, não é um absurdo pensar que o feminino também poderia ter atletas históricas e de alto nível. Aliás, não só brasileiras como estrangeiras.
Guarulhos é a segunda maior cidade do Estado de São Paulo. Tem o aeroporto mais importante do Brasil. É colada à capital. Atrativos não faltam para o município ter uma equipe competitiva também no feminino. Então, o que falta?
Natinha, líbero campeã da Superliga 2025/2026 pelo Praia Clube e criada em Guarulhos, no bairro Vila Rio, deu sua opinião com exclusividade à coluna: “Falta investimento”, sentenciou.
Mas há uma luz no fim do túnel: o município tem um trabalho sólido na base, como a própria atleta ressaltou.
Natinha fez questão de elogiar a Aprovguaru (Associação de Pais Pró-Vôlei de Guarulhos).
“Foi um projeto importante na minha vida. Comecei lá e, hoje, sou madrinha. Sou muito grata a todos que passaram por lá e àqueles que mantêm a iniciativa, revelando muitas atletas”, concluiu.
Faço coro às palavras da líbero. Até pelo seu tamanho, Guarulhos tem um enorme potencial para revelar jogadores e jogadoras para diversas modalidades.
E se a festa mineira no Ibirapuera teve um “tempero guarulhense”, com uma grande atuação de Natinha, quem sabe, no futuro, a festa não seja de Guarulhos com temperos de fora?


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