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BRB adia divulgação de balanço financeiro novamente

BRB adia divulgação de balanço financeiro novamente

BRB adia divulgação de balanço financeiro novamente

O Banco de Brasília (BRB) adiou a divulgação de seu balanço financeiro referente a 2025, que estava prevista para a última sexta-feira (29), sem emitir um comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Envolvida no escândalo de fraudes do Banco Master, a instituição precisa concluir as auditorias para prestar esclarecimentos sobre o caso. A expectativa é de que a entrega das informações ocorra até 30 de junho.

O atraso ocorre em paralelo a um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que viabilizou uma operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões para a capitalização do BRB.

Segundo o presidente da instituição, Nelson Souza, e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, o adiamento foi necessário para a conclusão de análises financeiras e auditorias impactadas pela nova injeção de recursos.

Após negociações mediadas pelo ministro Luiz Fux, o STF homologou um entendimento entre a União e o Governo do Distrito Federal (GDF) que visa resgatar a saúde financeira do BRB.

O acordo autoriza a captação do crédito bilionário por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Esse valor corresponde a 16% da receita corrente líquida do DF e compõe uma meta de capitalização total de R$ 8,8 bilhões.

Estruturado para não comprometer o caixa do Governo Federal, o empréstimo dispensa transferências diretas ou garantias da União. Com vencimento em 15 anos, contará com a garantia de grandes bancos da categoria S1, com ativos equivalentes a pelo menos 10% do PIB nacional.

O GDF, por sua vez, fornecerá contragarantias lastreadas no Fundo de Participação dos Estados (FPE) e no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Além disso, a unidade da federação terá que assumir compromissos voltados ao ajuste das contas públicas.

Vale ressaltar que a concretização do repasse ainda precisa passar pelo crivo interno do FGC, entidade gerida pelo próprio mercado privado.

A escalada do rombo

A escalada da crise que levou o GDF a buscar socorro judiciário tem origem em negociações com o Banco Master. Em março de 2025, o BRB injetou cerca de R$ 16,7 bilhões na instituição privada, com aval da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Vetada pelo Banco Central, a aquisição dava ao BRB 49% do controle ordinário e 100% das ações preferenciais do Master. Investigações da Polícia Federal apontaram fraudes e ausência de lastro e governança em pelo menos R$ 12,2 bilhões movimentados pelo BRB.

A gestão do DF montou um plano de reestruturação no início do ano, mas enfrentou um entrave técnico. O Tesouro Nacional rebaixou a nota de saúde fiscal do Distrito Federal de “B” para “C”, retirando do governo local a permissão para firmar empréstimos apadrinhados pelo aval da União.

A governadora Celina Leão considerou normal que a instituição postergue a divulgação dos dados por “cinco, dez ou quinze dias” para incorporar os efeitos da nova injeção de capital homologada no STF.

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