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Campanha do Fluminense na Libertadores 2026 é vexame assinado por muitos responsáveis; opinião

Campanha do Fluminense na Libertadores 2026 é vexame assinado por muitos responsáveis; opinião

Campanha do Fluminense na Libertadores 2026 é vexame assinado por muitos responsáveis; opinião

Recorde de arrecadação em anos consecutivos, contratações milionárias… E único brasileiro a não vencer um jogo sequer nas primeiras três rodadas da Conmebol Libertadores 2026. O Fluminense está “por um triz” de uma eliminação precoce que, se for concretizada, se confirmará como uma das maiores vergonhas esportivas da história de uma instituição centenária – assinada e patrocinada por muitos responsáveis, sobre os quais falaremos a seguir.

Diretoria: as assinaturas de Mário Bittencourt e Mattheus Montenegro

Mattheus Montenegro faz um péssimo início de gestão | Jonathan Moscrop/GettyImages

Os grandes responsáveis pela campanha patética do Tricolor Carioca na Copa Libertadores estão nos cargos de gestão mais altos dos bastidores do clube das Laranjeiras. Mattheus Montenegro, presidente em exercício, e Mário Bittencourt, agora diretor geral do Fluminense, vêm acumulando erros grotescos no planejamento e na montagem do elenco, deficitário e recheado de lacunas, cada dia mais exposto a partir da perda de titulares importantes como Lucho Acosta e Martinelli.

A venda de ativos do clube por valores irrisórios para satisfazer empresários e “acordos de cavalheiros” como no caso Jhon Arias – jogador de impossível reposição pela qualidade, idolatria e papel que desempenhava no time –; os altos montantes gastos em apostas (Lezcano, Lavega, Santi Moreno) ou em atletas com longo histórico de lesão (Soteldo); as novelas no 1º mercado da bola da temporada, que atrasaram a chegada e adaptação dos reforços; a dificuldade crônica em encerrar ciclos, manifestada a cada renovação contratual de jogadores que, infelizmente, não têm mais como contribuir no alto rendimento; a permissividade e falta de defesa institucional em nível nacional e continental, transformando o clube em “presa fácil” de arbitragens ruins ou mesmo tendenciosas.

Como “cereja do bolo”, o esdrúxulo episódio envolvendo o Fla-Flu do Brasileirão, no qual a diretoria tricolor acatou sem resistência o adiamento que favorecia seu maior rival ao mesmo tempo que lhe prejudicava. Derrota fora do campo, derrota dentro dele e um clima azedo que segue pairando sob as Laranjeiras: a sensação é que essa decisão feriu, irreversivelmente, a conexão entre elenco-gestão-arquibancada.

Comissão técnica: a assinatura de um perdido Luis Zubeldía

Zubeldía tem parcela grande de culpa | Sports Press Photo/GettyImages

Ainda que a parcela principal da culpa seja da diretoria, Luis Zubeldía também tem grande responsabilidade na campanha vexatória do Fluminense na Libertadores. Abraçado em convicções que vêm prejudicando sistematicamente a clube, como as titularidades absolutas de Freytes e Renê, o argentino tem sido incapaz de mobilizar animicamente sua equipe nos chamados grandes jogos.

Sob sua batuta, o Tricolor Carioca soma boas exibições quando pouco está em jogo, mas falha quando o cenário é de maior pressão: foi eliminado das semifinais da Copa do Brasil 2025 para um Vasco já “cambaleante” com Diniz; perdeu uma final de Campeonato Carioca contra o Flamengo na qual era favorito, mas sequer tentou incomodar o rival, tamanha inoperância e conservadorismo da estratégia montada; e não fez uma boa partida sequer nos torneios eliminatórios deste calendário.

Em 2021, com o questionado Roger Machado como treinador e um elenco bem mais barato que o atual, o Fluminense terminou como líder de um grupo que tinha River Plate, Santa Fe e Junior-COL. Já em 2024, em meio à involução catastrófica do trabalho de Diniz nas Laranjeiras, o Tricolor também conquistou sua chave, que tinha Colo-Colo, Cerro Porteño e Alianza-Lima.

Agora, tendo em suas mãos um dos elencos mais caros do clube nesta década, Zubeldía entregou 1 ponto em 9 possíveis em uma chave com um estreante (Independiente Rivadavia), um representante modesto do fraco futebol venezuelano (Deportivo La Guaira) e um enfraquecido Bolívar. Imperdoável.

Jogadores: a assinatura de um elenco sem ambição

Freytes não tem nível técnico para atuar no Fluminense | Sports Press Photo/GettyImages

Por fim, mas não menos importante, temos a assinatura do elenco: trata-se de um plantel com carências, sim, que deveria ser suficientemente capaz de não passar dificuldades dentro de um dos grupos mais fáceis da história do Fluminense na Copa Libertadores. Acontece que o alto rendimento costuma ser cruel com quem entra despreocupado ou desmobilizado em um torneio, e esse é o retrato fiel da equipe carioca hoje.

Falta fome e ambição por protagonismo, sede de vencer e conquistar. A mentalidade que parece ter se enraizado nas Laranjeiras pode ser perfeitamente explicada pela infeliz entrevista dada por Guga recentemente: “Se a gente ganhasse sempre, o futebol seria sem graça”. Derrotas não geram incômodo ou frustração neste grupo. Por isso, pouco esforço é notado para redirecionar a rota e sair da espiral negativa.

Gramados ruins, arbitragens confusas, calendário cheio: tudo é usado como muleta ou desculpa a cada novo revés. Autocrítica é item em falta nas Laranjeiras, e quem padece é o torcedor, o único que parece sentir e sofrer com o caminho nebuloso que seu clube está trilhando em 2026.

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