Capacitação qualifica equipes para resposta rápida à febre amarela
Capacitação qualifica equipes para resposta rápida à febre amarela
Diego Frois / PMG
A Secretaria da Saúde de Guarulhos participou, na terça-feira (14), de um treinamento com o objetivo de fortalecer as ações de vigilância da febre amarela e utilizar ferramentas tecnológicas para responder rapidamente a possíveis ameaças. O evento contou com a presença de equipes do Departamento de Vigilância, incluindo Vigilância Epidemiológica, Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs).
Promovido pela Divisão de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde, o curso teve como enfoque a vigilância integrada da doença, com destaque para o monitoramento contínuo de epizootias, casos de adoecimento e mortes de primatas não humanos (PNH), como macacos, que funcionam como indicadores para a circulação do vírus da febre amarela.
A identificação rápida desses eventos é crucial para a implementação ágil de medidas de resposta, tais como reforço na vigilância epidemiológica, ações de controle do mosquito transmissor e ampliação da cobertura vacinal.
No decorrer da capacitação, os profissionais foram instruídos sobre o uso do aplicativo SISS-Geo (Sistema de Informação em Saúde Silvestre), uma ferramenta que facilita o registro, notificação e georreferenciamento de ocorrências envolvendo fauna silvestre. Esse sistema auxilia na detecção mais rápida de áreas com potencial risco de transmissão, subsidiando a tomada de decisão oportuna pelas equipes de saúde.
O treinamento também abordou as diretrizes do Plano de Contingência para Febre Amarela, com ênfase na atuação integrada entre vigilância epidemiológica, ambiental e laboratorial, além da coordenação entre diferentes setores para prevenir e controlar a doença.
Imunização é essencial
O recente cenário no Estado, com a confirmação de casos e um óbito por febre amarela na região do Vale do Paraíba, reforça a importância da prevenção. A Secretaria da Saúde ressalta que a vacinação é a principal forma de proteção contra a doença e aconselha a população a manter a carteira vacinal atualizada.
A vacina, disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), é recomendada para crianças a partir dos nove meses de idade, com reforço aos quatro anos, e também para pessoas de cinco a 59 anos que ainda não foram vacinadas, assim como para aquelas que receberam a dose fracionada em 2018. A imunização é particularmente recomendada para indivíduos que residem, trabalham ou têm planos de se deslocar para áreas de mata, zona rural, regiões com circulação viral ou locais de ecoturismo.


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