Caramujo-africano avança em Cachoeiro e acende alerta à população
O aumento da presença do caramujo-africano em diferentes bairros de Cachoeiro de Itapemirim tem levado a Vigilância Ambiental a reforçar as orientações para o controle da espécie invasora. Favorecida pelas altas temperaturas e pela umidade, a proliferação do molusco preocupa por representar riscos à saúde pública e por estar associada a ambientes com acúmulo de lixo, entulho e vegetação sem manutenção.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, todas as ocorrências registradas pelos canais oficiais da Prefeitura estão sendo acompanhadas pelas equipes de Vigilância Ambiental, que realizam visitas técnicas, monitoramento dos focos e orientações aos moradores.
Calor e umidade favorecem proliferação do caramujo-africano
De acordo com a Vigilância Ambiental, as condições climáticas registradas nos últimos meses contribuíram para o aumento da ocorrência do caramujo-africano no município.
A espécie costuma se reproduzir com facilidade em terrenos baldios, quintais com mato alto, áreas com restos de construção e locais onde há acúmulo de materiais que servem de abrigo para os animais.
Por isso, a principal recomendação é manter os imóveis limpos e livres de entulhos, reduzindo os ambientes favoráveis à reprodução do molusco.
Caramujo pode estar associado à transmissão de doenças
Além dos transtornos causados pela infestação, o caramujo-africano pode representar riscos à saúde. O animal pode estar relacionado à transmissão de doenças, entre elas a meningite eosinofílica.
Em situações de abandono de terrenos ou falta de manutenção que favoreçam grandes infestações, os responsáveis pelos imóveis podem ser notificados e responder administrativamente, além de estarem sujeitos a responsabilizações civis e criminais.
Como fazer a coleta correta do caramujo-africano
A orientação da Vigilância Ambiental é que o recolhimento seja feito manualmente, sempre com proteção adequada.
Os moradores devem utilizar luvas ou sacos plásticos grossos para evitar contato direto com os animais. Após a coleta, os caramujos devem ser colocados em sacos bem fechados e descartados junto ao lixo comum nos dias de coleta domiciliar.
As equipes também alertam para que a população não utilize sal ou cal diretamente sobre os animais vivos. Segundo os técnicos, essa prática pode provocar a liberação de grande quantidade de muco e aumentar os riscos de contaminação do solo.
Prefeitura intensifica monitoramento
Com o aumento das ocorrências, a Vigilância Ambiental ampliou o monitoramento das áreas com maior incidência da espécie. Quando um foco é identificado, os agentes realizam o mapeamento da região e orientam os moradores sobre as medidas de prevenção e controle.
Segundo o gerente de Vigilância Ambiental, Fábio Gava, o combate ao caramujo-africano depende da atuação conjunta entre o poder público e a população.
“A orientação e o monitoramento são fundamentais, mas é indispensável que cada morador mantenha seu imóvel limpo e sem condições favoráveis à proliferação do molusco”, destacou.
Como solicitar atendimento
Moradores que identificarem focos de caramujo-africano podem solicitar orientação ou registrar ocorrência pelos canais oficiais da Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim:
Ouvidoria Geral: telefone 156;
Portal da Prefeitura, na aba da Ouvidoria.
A Vigilância Ambiental reforça que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para conter o avanço da espécie no município.



