Com investimento de R$ 42 milhões, Prefeitura lança nova fase do Ver e Aprender e amplia programa de saúde visual nas escolas
Iniciativa passa a incluir alunos da EJA, CIEJA e MOVA; primeira etapa realizou mais de 290 mil avaliações e entregou 66 mil óculos gratuitos
A Prefeitura de São Paulo lançou nesta quinta-feira (14) a segunda fase do programa Ver e Aprender, iniciativa de saúde visual nas escolas municipais que receberá investimento de R$ 42 milhões para ampliar o atendimento oftalmológico gratuito a estudantes da rede municipal e, pela primeira vez, também aos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), dos Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) e do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA).
A nova etapa prevê atendimento para mais de 300 mil crianças e adolescentes da rede municipal, além de cerca de 37,5 mil estudantes da educação de jovens e adultos.
O lançamento ocorre após a conclusão da primeira fase do programa, a maior ação de saúde visual já realizada na Rede Municipal de Ensino. Desde novembro de 2023 até abril deste ano, a iniciativa realizou mais de 290 mil avaliações, encaminhou 82 mil estudantes para consultas oftalmológicas e entregou gratuitamente mais de 66 mil óculos. Ao todo, 620 escolas das 13 Diretorias Regionais de Educação participaram da ação.
Durante cerimônia realizada no auditório do Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura, o prefeito Ricardo Nunes destacou o impacto social da iniciativa e os resultados identificados ao longo da primeira etapa, já que tudo é “100% bancado pela Prefeitura”, assim como o fornecimento de óculos e a realização das cirurgias. “A gente está dando oportunidade para as pessoas que não teriam. Sabemos que muitos têm dificuldades financeiras e não conseguem fazer os exames. Com isso, a gente consegue fazer uma cidade verdadeiramente acolhedora, não só no discurso, mas na realidade. Fazer com que 66 mil crianças possam ter os seus óculos e melhorar o desempenho nos estudos vai ajudar demais”, destacou o prefeito Ricardo Nunes.
Ele explicou que os equipamentos levados para as escolas são de alta precisão. “Ali já é diagnosticado se a criança tem necessidade de óculos, se tem uma necessidade de fazer uma cirurgia”, explicou o prefeito.”
Com investimento de cerca de R$ 43 milhões na primeira etapa, os atendimentos permitiram identificar situações muito importantes, desde casos em que as crianças precisavam de óculos e cirurgias até casos de alergias oftalmológicas e doenças raras e graves. “Por isso, realizar esse tipo de exame ainda na infância é fundamental para garantir diagnóstico precoce e tratamento adequado”, disse o prefeito.
Nunes revelou um outro número alarmante, que reforça a importância do programa. “Os dados mostram que cerca de 30% dos estudantes precisaram de óculos ou de acompanhamento especializado, incluindo cirurgias. Isso significa dar a essas crianças a oportunidade de corrigir problemas de visão, melhorar o aprendizado e construir um futuro com mais oportunidades.”
A expectativa inicial era de que cerca de 20% dos estudantes avaliados apresentassem necessidade de correção visual ou de acompanhamento especializado. No entanto, os dados consolidados da primeira fase apontaram índice superior a 30%, revelando uma demanda reprimida maior do que a estimada inicialmente.
A iniciativa é realizada em parceria entre as secretarias municipais de Educação e Saúde e o Instituto Suel Abujamra, referência em oftalmologia pelo SUS na capital paulista.
Atendimento especializado no ambiente escolar
Presidente do instituto, Caio Abujamra afirmou que o programa criou um modelo inédito de atendimento oftalmológico dentro das escolas.
“O que a gente está entregando aqui hoje é um projeto que nunca foi feito em nenhum lugar do mundo. Nós conseguimos desenhar um protocolo completo no qual nenhuma patologia ou qualquer problema que possa comprometer a visão está sendo deixado de lado”, afirmou.
Segundo ele, o diferencial da iniciativa está em levar o atendimento especializado diretamente ao ambiente escolar. “Hoje, nós temos o projeto de saúde visual mais completo e estruturado que nunca foi feito em nenhum lugar do mundo. A gente está levando o médico para dentro das escolas, algo que nunca foi feito”, destacou.
Durante o processo, estudantes de 6 a 17 anos passaram por triagem, consultas, exames especializados e acompanhamento médico, incluindo procedimentos cirúrgicos quando necessários. Os alunos que receberam prescrição para uso de óculos puderam escolher gratuitamente as armações com apoio de técnicos especializados responsáveis pela adaptação adequada ao rosto de cada estudante.
Além do impacto na saúde, escolas relataram melhora no desempenho pedagógico dos alunos atendidos.
“Nós tivemos um enriquecimento em todos os aspectos pedagógicos e também no campo da saúde, o que nos auxiliou no processo de ensino aprendizagem”, afirmou a diretora escolar Luciana Leite Serafim.
As famílias também relataram mudanças na rotina e no aprendizado dos estudantes. “Eu acredito que esse programa dentro da escola vai ajudar muitos pais, muitos familiares e alunos também”, afirmou a vendedora Tamires Martins Araújo, mãe do estudante Antony Martins, que recebeu óculos pelo programa.
“Fui eu que escolhi. Eles deram umas opções pra gente escolher e esse foi o que combinou comigo”, contou Antony.
A estudante Fernanda da Silva Raimundo também relatou melhora após receber os óculos. “Por eu não ver o que estava escrito, era um pouco mais difícil de eu entender. Está bem melhor agora. Estou enxergando direitinho”, disse.

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