Corpos em sacos em SP: polícia afasta serial killer
A Polícia Civil de São Paulo investiga ao menos seis casos de corpos em sacos em SP encontrados nas zonas leste, sul e norte da capital. Os crimes ocorreram nos últimos dois meses e viralizaram nas redes sociais. Nas últimas horas, a corporação afastou a hipótese de um serial killer em ação na cidade.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as apurações não apontam ligação entre as ocorrências nem a atuação de um mesmo autor. Cada caso tem inquérito próprio, conduzido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O que a polícia investiga nos corpos em sacos em SP
Os corpos apareceram em sacos plásticos ou enrolados em cobertores, amarrados com cordas e fita adesiva. Algumas vítimas sofreram tiros. Outras foram esquartejadas ou decapitadas.
Além disso, os locais variam bastante. Há registros na Represa Guarapiranga, no Jabaquara, na Vila Chuca, no bairro Colônia, no Jaçanã e no Parque Ecológico do Tietê.
Para a polícia, o uso do saco plástico não indica, sozinho, um mesmo criminoso. A SSP afirmou que os casos apresentam dinâmicas, locais e métodos distintos. O saco pode servir apenas para transportar ou ocultar o corpo.
Os investigadores também descartaram o padrão típico de um serial killer. Esse tipo de criminoso costuma atacar pessoas com características em comum, como faixa etária, gênero ou estilo de vida. No entanto, as vítimas não se conheciam e tinham perfis diferentes.
Os seis casos mapeados pelo DHPP em dois meses
O primeiro registro ocorreu em 3 de setembro, na Represa Guarapiranga, zona sul. Uma mulher foi encontrada esquartejada. Um homem de 23 anos teria matado a companheira, colocado as partes em sacos e jogado no local.
Dois dias depois, garis acharam um corpo dentro de sacos de lixo na Rua Contos Gauchescos, no Jabaquara. O cadáver estava amarrado em uma área de via pública.
Em 10 de setembro, a Polícia Militar encontrou dois corpos na zona leste. O primeiro estava na Vila Chuca, dentro de um saco e enrolado em cobertor, com ferimento de arma de fogo. O segundo apareceu em um terreno baldio no bairro Colônia, a cerca de 3 km de distância, na mesma data.
Em 19 de setembro, a PM localizou um corpo esquartejado e dividido em sacolas na Rua Antônio Nascente, no Jaçanã, zona norte. O cadáver estava sem as mãos e sem a cabeça, segundo reportagem do UOL.
O caso mais recente é de 2 de outubro, no Parque Ecológico do Tietê, zona leste. Os restos mortais estavam perto do centro de treinamento do Corinthians. Braços e pernas apareceram amarrados com fita adesiva.
Justiçamento e crime organizado entram na mira
Uma fonte ouvida pelo UOL, em condição de anonimato, afirmou que parte dos corpos tinha características de “justiçamento”. A prática pode ter relação com o crime organizado e com o chamado “tribunal do crime”.
Vingança, dívidas e desavenças também entram na lista de hipóteses. Em um dos casos, a vítima tinha dívida de drogas e seria de outro estado.
Por outro lado, a polícia evita cravar uma única explicação. Os perfis dos mortos são diversos. Algumas vítimas tinham antecedentes criminais. Outras não.
Como resultado, cada inquérito segue um caminho próprio. O DHPP já trabalha com suspeitos e possíveis motivações nos casos em que as vítimas foram identificadas. As identidades dos investigados permanecem preservadas.
Os números ainda variam conforme a fonte consultada. O UOL aponta ao menos seis corpos em dois meses. A Veja fala em oito assassinatos investigados no último mês. A CNN Brasil cita cinco casos analisados de forma individualizada.
A diferença ocorre porque alguns registros entraram nos inquéritos depois da repercussão. Não há, portanto, uma contagem oficial fechada até agora.
O DHPP é o setor da Polícia Civil que apura homicídios dolosos na capital. A unidade reúne equipes de plantão, peritos e delegados especializados. Além disso, o órgão costuma assumir casos de grande repercussão quando existe suspeita de conexão entre crimes.
O que esperar daqui para frente
Até agora, sete vítimas foram identificadas, segundo a Veja. Uma ainda não tem nome. A polícia promete novas perícias e a análise de imagens de câmeras próximas aos pontos de descarte.
Portanto, o cenário que ganhou o nome de “serial killer de São Paulo” perde força a cada laudo. O que sobra são homicídios violentos e investigados em separado.
A cidade já viveu semanas tensas com a violência urbana. Em setembro, as chuvas que atingiram a Grande São Paulo deixaram oito mortos e mobilizaram equipes de resgate. Dias antes, o desabamento de um prédio na zona leste terminou com quatro pessoas investigadas por homicídio.
Para os moradores das regiões citadas, a recomendação é registrar qualquer informação pelo 181 ou pelo 190. Denúncias anônimas ajudam o DHPP a cruzar dados e a fechar os inquéritos.
Com informações de UOL e Veja
RedeBrasil



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