Cresce o temor de uma batalha por Ormuz – Meio
A quarta semana de confrontos no Oriente Médio começa sob a preocupação com uma batalha de grandes proporções pelo Estreito de Ormuz, uma via marítima de 50 quilômetros de extensão por onde transitam aproximadamente 20% do petróleo mundial. O Irã parcialmente bloqueou o estreito em resposta aos ataques realizados por Israel e Estados Unidos. Cerca de 4.500 marinheiros e fuzileiros americanos estão a caminho da região, incluindo um batalhão especializado em operações de desembarque, equipado com blindados, helicópteros e caças. O objetivo seria capturar a Ilha de Kharg, principal base de exportação de petróleo do Irã. A reabertura de Ormuz tornou-se o novo foco primordial do conflito, visto que a derrubada do regime iraniano parece cada vez mais distante. O quase completo bloqueio do estreito provocou um aumento significativo no preço do petróleo, levando os EUA a uma medida inicialmente contraditória: suspender parte das sanções impostas às exportações do produto pelo Irã. (Washington Post)
Teerã elevou o tom e, na manhã de hoje, ameaçou espalhar minas marítimas em todo o Golfo Pérsico, caso suas ilhas e costa sejam atacadas. Em comunicado, o Conselho de Defesa do Irã afirmou que a única forma de embarcações de países não beligerantes transitarem pelo golfo seria com coordenação com o Irã. Essa ameaça surge um dia após o governo iraniano declarar que fecharia completamente Ormuz, em resposta ao ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, de destruir a infraestrutura energética do Irã caso a passagem não fosse reaberta até hoje. Por sua vez, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, expressou convicção de que a aliança militar conseguirá reabrir o estreito, sem fornecer mais detalhes. (CNN)
Aproximadamente 200 pessoas ficaram feridas na noite de sábado em um ataque com mísseis do Irã às cidades israelenses de Arad e Dimona, localizadas no sul do país. Segundo relatos da imprensa iraniana, o alvo do ataque era um centro de pesquisas nucleares de Israel próximo às duas localidades. As Forças Armadas israelenses estão investigando por que seu sistema de defesa antiaérea, considerado um dos mais eficazes do mundo, não conseguiu interceptar os mísseis. (Times of Israel)



