Data destaca exame que pode mudar o futuro dos bebês
Neste 6 de junho, quando é celebrado o Dia Nacional do Teste do Pezinho, especialistas reforçam a importância de um exame simples, realizado nos primeiros dias de vida, mas que pode fazer a diferença no diagnóstico precoce de doenças graves e até salvar vidas.
Obrigatório e oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o teste do pezinho permite identificar precocemente doenças genéticas, metabólicas, infecciosas, endocrinológicas e hematológicas que podem comprometer o desenvolvimento da criança e, em alguns casos, levar à morte.
A coleta é simples: algumas gotas de sangue são retiradas do calcanhar do recém-nascido e enviadas para análise laboratorial. O período recomendado para a realização do exame é entre o terceiro e o quinto dia de vida.
Embora seja amplamente conhecido pela população, muitos pais ainda associam o teste à investigação de poucas doenças. Na prática, a triagem neonatal é capaz de rastrear diversas condições que nem sempre apresentam sintomas nos primeiros meses de vida.
Entre as doenças mais conhecidas identificadas pelo exame estão o hipotireoidismo congênito, a fenilcetonúria, a fibrose cística, a anemia falciforme e a hiperplasia adrenal congênita. Dependendo da modalidade realizada, o número de doenças investigadas pode ser ainda maior.
Especialistas alertam que muitas dessas condições não apresentam sinais visíveis logo após o nascimento. O bebê pode aparentar estar saudável enquanto alterações importantes já ocorrem no organismo. Por isso, o diagnóstico precoce é considerado fundamental para aumentar as chances de tratamento e reduzir o risco de sequelas permanentes.
Em casos como o hipotireoidismo congênito e a fenilcetonúria, o início do tratamento nas primeiras semanas de vida pode permitir crescimento e desenvolvimento próximos do esperado para a idade.
Outro ponto destacado pelos profissionais de saúde é a necessidade de acompanhar o resultado do exame. Um teste alterado não representa necessariamente um diagnóstico definitivo. Nesses casos, podem ser necessários novos exames ou uma segunda coleta para confirmar ou descartar a suspeita.
Cinco curiosidades sobre o teste do pezinho
1. O exame existe há mais de 50 anos no Brasil
A triagem neonatal começou a ser realizada no país na década de 1970 e passou a integrar oficialmente o Programa Nacional de Triagem Neonatal em 2001.
2. “Teste do pezinho” é apenas o nome popular
O termo técnico é triagem neonatal biológica. A expressão popular surgiu porque a coleta é feita no calcanhar do bebê.
3. Alguns bebês precisam repetir o exame
Prematuros, recém-nascidos que receberam transfusão sanguínea ou passaram por situações específicas podem necessitar de uma nova coleta.
4. O número de doenças investigadas varia
Dependendo da modalidade, o exame pode rastrear um conjunto mais amplo de doenças raras, metabólicas, imunológicas e genéticas.
5. Resultado alterado não significa doença confirmada
O exame funciona como uma triagem. A confirmação depende de avaliações e exames complementares.



